Guarda-chuvas e sombrinhas estão mesmo vetados no Estádio Municipal Radialista Mario Helênio. A decisão foi confirmada na reunião ocorrida na manhã desta terça-feira, 23, na Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura de Juiz de Fora no Bairro Santa Terezinha, definindo o plano de ação para o jogo Tupi x Duque de Caxias, domingo, 28.
A proibição já estava estabelecida, mas no domingo, 21, em Tupi 4×0 São Caetano, pela primeira vez choveu em jogos do time carijó pela Série C do Brasileirão, e diversos torcedores presentes ao estádio reclamaram da decisão junto à reportagem do Toque de Bola. A orientação é levar capas de chuva para o estádio.
O Portal transmite os jogos em JF ao vivo via rádio web (com grande facilidade de acesso via celular ou dispositivo móvel com internet) e acompanha com atenção todos os bastidores envolvendo o público. Assim, o Toque de Bola participou do encontro dessa terça-feira e levou ao conhecimento das autoridades os principais questionamentos feitos por torcedores, no estádio ou mesmo depois, nas redes sociais.
O porquê da decisão
Segundo o Capitão da Polícia Militar, Marcio Adriano Coelho, o temor principal não é por uma briga ou confusão na arquibancada, tendo em vista que Juiz de Fora não tem histórico de violência. A preocupação é com eventuais punições ao clube local: “Um copo ou garrafa arremessado ao campo não vai ferir ninguém, mas o Tupi vai levar quantos jogos de punição?” E completa: “Se uma garrafa de água não pode, eu entendo também que um guarda-chuva ou uma sombrinha, daquelas fechadas, o risco dela é muito maior que um copo ou garrafinha de água”.
A decisão pode ser revista?
Em meio à reunião, o Capitão Marcio deixou claro: “Não somos e não queremos ser autoritários, se aqui nesta reunião for decidido por liberar sombrinha, guarda-chuvas e garrafinhas de água, para a Polícia Militar não vai fazer diferença, trazemos o tema aqui e vamos discutir (…) Em princípio, pela Polícia Militar, não entra sombrinha”.
Para ele é importante explicar para o público o motivo da decisão. Ele mesmo revelou ter feito isso no domingo, 21: “Eu tive vários questionamentos no estádio e tive paciência de explicar. Às vezes as pessoas falavam que estavam com neném, então não leve o neném. Pais falavam que queriam incentivar o filho, mas o estádio não é coberto, e aí eu falava que é um problema estrutural do estádio e que não pode interferir na segurança”.
Por que algumas pessoas estavam com guarda-chuvas nas arquibancadas?
Os carros credenciados a ficar no estacionamento do estádio não passam por revista, e grande parte dos guarda-chuvas e sombrinhas presentes nas arquibancadas podem ter vindo destes carros. Sobre esta situação específica, o Capitão deixou claro: “Não temos feito mais e por questão de efetivo, não tenho o mínimo necessário para poder fazer”.
Ele ainda cita um segundo motivo para a não revista nos carros: “Ali entram muitos convidados, e começou a gerar certo constrangimento, por que nós sabemos, eu não vou dar busca no carro de um secretário de governo entrando, deveria, mas politicamente e eticamente falando, não vamos. E quando alguns policiais mandavam busca, a reclamação estava muito pesada em relação a isso.”
Quanto à busca das sombrinhas no carro: “Ele (convidado) vai parar o carro lá dentro, não tenho ninguém lá para fiscalizar e se ele tiver que subir para arquibancada com a sobrinha ele vai subir, não tem como fiscalizar.” E sugere: “Vamos ter que trabalhar mais com conscientização e orientação, porque o grande problema é educação, temos que contar com a ajuda da imprensa e mudar este problema que é de educação”.

Objetos proibidos no estádio
Para a própria segurança dos torcedores, a PM orienta a não levar para o estádio garrafas, objetos pontiagudos, rádios com pilhas grandes, artefatos pirotécnicos e qualquer tipo de material inflamável. Também não serão permitidos materiais combustíveis, como cartazes, papel picado e papel higiênico.
Ingressos
Os ingressos antecipados já estão sendo comercializados na sede do Tupi, na Rua José Calil Ahouagi, 332, Centro. A partir desta quarta-feira, 24, a venda também será realizada no posto da Liga de Futebol, a partir das 14 horas. Nestas quinta e sexta feiras, os postos de venda funcionarão das 9h às 18 horas. No sábado, haverá venda de ingressos na sede e no calçadão, das 9h às 13 horas e, no domingo, a venda antecipada será na sede do Tupi, das 9h às 13 horas. No dia da partida, haverá ingresso à venda a partir das 14 horas, no Estádio Municipal, até 10 minutos após o início do segundo tempo, no portão principal do estádio.
O valor da inteira será de R$20 e o da meia-entrada, R$10 (disponível para estudantes, menores de 12 anos e maiores de 60, desde que a condição seja comprovada mediante apresentação de documento). Pessoas com deficiência têm direito a acesso facilitado ao estádio, pelo portão principal, porém, segundo o Procon, não possuem direito à gratuidade ou meia-entrada. A orientação aos torcedores é que adquiriram os ingressos apenas nos postos autorizados, a fim de garantir a autenticidade do bilhete.
Transporte e segurança
A Settra vai disponibilizar dez ônibus para o jogo. A primeira viagem sairá da Avenida Presidente Itamar Franco, em frente ao Procon, às 13 horas, e para o retorno dos torcedores ao Centro o último ônibus está agendado para as 18h40. O acesso da torcida ao estádio, pelo portão principal e Dom Orione, será liberado partir das 14 horas. Aos ambulantes, a entrada será liberada das 13h às 15 horas.
Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal, da Defesa Civil, do Procon e agentes de trânsito vão trabalhar na organização e fiscalização do jogo no estádio e seu entorno. Cesama, Pró-Energia, Empav e Virtual Telecom também terão equipes em plantão no local. Haverá também representantes da Vara da Infância e Juventude , além de dois enfermeiros e um médico de plantão no posto médico do Estádio Mário Helênio.
Quem participa
As reuniões que definem os planos de ação de cada partida do Tupi em Juiz de Fora são abertas ao público e contam com dirigentes e/ou representantes das seguintes entidades: Tupi, Polícia Militar, administração do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, Liga de Futebol de Juiz de Fora, Secretaria de Transporte e Trânsito da PJF, Secretaria de Esporte e Lazer da PJF, Vara da Infância e da Juventude, Cesama, Funalfa e fiscalização.
O Toque de Bola, representado por Thiago Amaral, participou da reunião desta terça-feira, 23, com o objetivo primordial de esclarecer a questão da proibição de sombrinhas e guardas-chuvas, que gerou grande repercussão no jogo entre Tupi e São Caetano.
Reportagem: Toque de Bola – Thiago Amaral
Informações complementares sobre a reunião: assessoria SEL
Foto: Toque de Bola
Justo, mas um secretário ou um outro convidado está acima da lei ou regulamento? O problema do Brasil é esse a lei é para alguns e a polícia é conivente com isso!
Alem das alegações da Polícia Militar, o uso de guardas-chuvas e sobrinha atrapalha aos torcedores que ficarem atras deles.