Adversário do Tupi no “mata-mata do sobe”, Paysandu subiu em 2012 e caiu em 2013

O Tupi terá enorme desafio pela frente na busca por uma vaga na Série B do Campeonato Brasileiro de 2015. O Galo Carijó enfrenta, inicialmente nos dias 19 e 25, o Paysandu Sport Club, de Belém, Pará, que completou 100 anos em fevereiro deste ano. Detentor de 45 títulos estaduais (segundo maior campeão regional do país), o Papão da Curuzu, como é popularmente conhecido, ainda foi campeão duas vezes da segunda divisão do Brasileiro, em 1991 e 2001, e uma vez da Copa Norte e uma da Copa dos Campeões, ambas em 2002.

Libertadores e Brasileirão

A equipe chegou a disputar a Copa Libertadores da América em 2003, tendo conquistado vaga pelo título da Copa dos Campeões de 2002. Na competição continental, o Papão foi nono colocado, sendo desclassificado pelo  Boca Juniors, campeão da edição do torneio naquele ano. A campanha paraense ficou marcada pela vitória sobre os argentinos na Bombonera, por 1 a 0, gol de Iarley, e pelos gols do atacante “Robgol”, que terminaria como o terceiro artilheiro da competição, com sete tentos marcados.

Artilheiro "Robgol" foi destaque do Paysandu nos primeiros anos da década passada
Artilheiro “Robgol” foi destaque do Paysandu nos primeiros anos da década passada

O Papão competiu na divisão de elite do futebol brasileiro nos três primeiros anos com o sistema de pontos corridos, de 2003 a 2005, quando foi rebaixado. A partir daí, a irregularidade marcou a história do Paysandu. Logo após cair para a Segundona, novo descenso. De 2007 até 2012, os paraenses acumularam campanhas ruins na Série C, conquistando o acesso de forma dramática, contra o Macaé, para a Série B de 2013.

O que poderia ser o início de nova bela trajetória do Papão, no entanto, terminou com novo rebaixamento à Terceirona. Em 2014, o Paysandu volta a sonhar com uma retomada das campanhas do início da década passada, chegando às quartas de final da Série C com vaga conquistada na última rodada.

“Fiel Torcedor”

Lado a lado da vitoriosa história do Paysandu está a torcida bicolor. Sempre presente, seja no Estádio da Curuzu ou no Mangueirão, locais onde os paraenses mandam seus jogos, os “fiéis torcedores” alvicelestes apoiam a equipe mais popular do Pará e têm importância fundamental não só dentro, como fora das quatro linhas.  O programa de sócio-torcedor do clube atingiu, em junho de 2014, 7 mil cadastrados. Atualmente, de acordo com o site oficial do Paysandu, são 7.753 sócios bicolores.

Torcida alviceleste é uma das armas do Paysandu para conquistar vaga
Torcida alviceleste é uma das armas do Paysandu para conquistar vaga

  O programa de sócio-torcedor do Paysandu é dividido em três planos: Papão da Curuzu, onde o torcedor paga mensalmente R$ 20 e tem desconto de 50% no valor dos ingressos nas partidas em que o clube for mandante; Campeão dos Campeões, com pagamento mensal de R$ 50 e o acesso gratuito às arquibancadas nos jogos com mando bicolor; e o Payxão Vip, com mensalidade de R$ 100 e acesso às cadeiras em jogos onde o mando for do Paysandu. Neste plano, o sócio terá, ainda, direito a uma área com atendimento exclusivo e um bar, onde somente os integrantes do plano podem ter acesso.

Campanhas na temporada

Com cem anos completados em fevereiro, o Paysandu iniciou 2014 chegando a duas decisões de campeonatos. Os paraenses foram vice-campeões do Estadual e da Copa Verde, perdendo as finais para o rival Remo e para o Brasília, respectivamente. Rebaixado da Série B em 2013, o Papão ainda disputou, paralelamente à Série C, a Copa do Brasil, sendo eliminado na terceira fase da competição, para o Coritiba. Mesmo assim, na segunda fase o alviceleste passou pelo Sport-RE, por conta do número de gols feitos fora de casa, e venceu o Coxa com mando de campo.

Paysandu manda seus jogos no Estádio da Curuzu (foto) e também no Mangueirão
Paysandu manda seus jogos no Estádio da Curuzu (foto) e também no Mangueirão

Na Série C, o Papão realiza campanha de sete vitórias, cinco empates e seis derrotas, em um total de 18 jogos válidos pela primeira fase do torneio nacional. Com mando de campo, foram cinco vitórias, dois empates e duas derrotas. Já fora de casa, a equipe saiu com os três pontos apenas em duas ocasiões, tendo perdido quatro vezes e empatado outras três.

Os paranaenses marcaram 21 gols e sofreram 17, além de terem recebido 51 cartões amarelos e seis vermelhos, sendo a equipe com mais atletas expulsos entre as classificadas.

 

Texto: Bruno Kaehler

Fotos: Site Paysandu/Divulgação

 

Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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