Juiz de Fora Vôlei. Este é o novo nome da equipe de voleibol da Manchester Mineira, marcando o – anunciado – início de um novo ciclo no projeto que vai à sua quinta disputa na elite da Superliga Masculina de Vôlei e oitavo ano de existência.

Com estrutura acadêmica de ensino, pesquisa e extensão junto à UFJF remanescente, a direção do agora JF Vôlei, capitaneada pelo supervisor, Heglison Toledo, e o diretor, Maurício Bara Filho, apresentou em reunião nesta terça-feira, 15 (encontro comunicado apenas na véspera), novos parceiros e o planejamento estruturante plurianual até 2019, objetivando o status de referência nacional no voleibol com o crescimento das categorias de base:
“É uma transição para um novo ciclo, sem dúvida nenhuma. Quanto à relação com a UFJF, sou professor da casa, o projeto de extensão está intimamente ligado e é parte importante desse processo. Talvez ganhamos um pouco mais de possibilidades de ações. Não sei dimensionar isso, o quanto vai mudar estar com o nome agora de Juiz de Fora. A marca da cidade no voleibol é muito forte, então precisamos abraçar, trazer mais parceiros. E agora muda o conceito de equipe, de formação. A inserção e crescimento das categorias de base já estão notórias, não é um trabalho fácil, mas queremos isso e aí vem o projeto de quatro anos, de ter atletas ainda mais consistentes para poder servir a equipe. Mas só o fato de ter oito atletas da cidade servindo à equipe já é também uma vitória de quatro anos atrás”, avaliou Bara.

“Sustentabilidade perene”
Toledo abriu a reunião citando o planejamento do projeto até a presente temporada. Novidade na Superliga em 2011/2012, a equipe passou por período de consolidação no cenário do vôlei brasileiro em 2013/2014, maturidade em 2014/2015 e vive, hoje, época voltada ao desenvolvimento de parcerias estratégicas. Em seguida, o supervisor do JF Vôlei projetou de 2016 a 2019, respectivamente, anos de análise de indicadores, ampliação e monitoramento, consolidação do novo ciclo e estruturação de uma terceira etapa.
Bara foi além. Ao lembrar o crescimento do projeto, o diretor acredita em uma durabilidade mais consistente, prioridade idealizada pela cúpula: “Seria muita presunção minha dizer que em 2008 eu planejava isso. Tinha um planejamento até de entrar na Superliga em 2011, que eu não acreditava, mas acabou concretizando. E a partir daí foram quatro anos muito intensos. As temporadas vão te engolindo, vínhamos pensando ano a ano em possíveis alterações e quando incorporei o Toledo em 2012/2013, ele que é um especialista em gestão de esporte e trouxe uma teoria muito forte, vimos a necessidade de ampliar horizontes com o objetivo único da nossa sustentabilidade perene. Saber que a equipe continua a qualquer custo. Não vamos negar. Tivemos um momento muito intenso nessa intertemporada com a questão do Flamengo. Mas viemos batalhando, fomos para a rua, incorporamos parceiros novos para poder botar em prática o que planejamos”.
Uniformes apresentados
Com identidade visual ainda em processo de criação, a nova roupagem da equipe foi apresentada e será utilizada na estreia oficial do JF Vôlei diante de seu torcedor, contra o Sada Cruzeiro, sexta, às 20h, pelo Campeonato Mineiro.
Texto: Bruno Kaehler – Toque de Bola
Fotos: Toque de Bola
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