Entre as dúvidas nas escalações e treinamentos fechados do time juiz-forano, um fato – óbvio – é certeza de todos os carijós: se nenhuma bola, ou uma, no máximo, passar por Glaysson nos 90 minutos contra o ASA na segunda-feira, 19, a partir de 20h30, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, o Tupi jogará a Série B do Campeonato Brasileiro de 2016.
É neste intuito que os goleiros carijós, capitaneados pelo preparador, Walker Campos, finalizam o trabalho focados em cada possibilidade: “A gente conversa bastante, o Walker está sempre passando alguma informação e ajudando no dia-a-dia psicologicamente também. E estamos treinando, trabalhando pênaltis e jogadas com nosso sistema de jogo, marcação e esperamos estar tranquilos para fazer um bom jogo”, contou Glaysson que, mesmo experiente, terá uma das partidas mais importantes de sua carreira:
“Profissionalmente é uma realização muito grande, tendo em vista que podemos conquistar um acesso para a Série B. Na minha carreira tive presença no elenco em Mundial no Cruzeiro, não jogando. E com essa oportunidade esperamos poder ser bem sucedidos para conquistar o acesso”.

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A preparação
Foco elevado e a menor pressão possível. Desta forma Walker Campos estuda cada aspecto do trabalho de Glaysson antes da decisão: “A gente procura deixar o atleta confortável. Não colocar muitas coisas na cabeça dele para justamente não ampliar essa ansiedade e ocasionar algum tipo de problema. A preparação é praticamente a mesma, mas requer ainda mais atenção porque é um jogo de detalhes que podem decidir. A parte psicológica vai ser primordial e o goleiro não pode errar, então deixamos ele bem tranquilo e será não só o jogo mais importante da vida dele, como de todos nós”, explicou Walker.
Penalidades
Se o ASA vencer por 2 a 0, a vaga na Série B será definida em cobranças de pênaltis. Nada que possa surpreender Glaysson e a comissão técnica carijó, com estudos e prática em dia:
“Não posso falar tudo, mas o Júlio (Cirico, auxiliar técnico) nos ajuda muito também. E o goleiro tem que fazer uma leitura, não é simplesmente escolher o canto. Tem que ser frio e é feito um trabalho específico para isso. Procuramos trabalhar até a questão física, de força e flexibilidade, voltado para isso, além dos estudos, com a comissão técnica. É passar a responsabilidade para quem bate e o Glaysson gosta de ‘catimbar’ um pouco, então tem que usar essa experiência”, projetou Walker.
Texto: Bruno Kaehler – Toque de Bola
Fotos: Toque de Bola
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