Cadê os “argumentos”, Tu-Tu?

  Dois vexames. Sábado, do Baeta. Domingo, do Carijó.   

  Dez a zero no placar agregado.

  Depois da justificada badalação em torno do clássico local, pessimamente conduzido na questão da venda de ingressos, a terceira rodada foi um duro choque de realidade para a dupla Tupi e Tupynambás. 

    Que as diretorias e comissões técnicas dos dois clubes se voltem para os seus problemas, assumam seus erros e respeitem as suas torcidas com um futebol ao menos digno de tanta tradição. O que não ocorreu, nem de longe, neste final de semana.

   Não gostamos de colocar tudo no mesmo balaio, mas na nossa avaliação foram, sim, dois vexames.

Baeta

   Não se pode perder em casa por 5 a 0 como fez o Tupynambás sábado, diante do Boa. Desgaste? Salto alto? Talvez um pouco de cada. Era o típico jogo “pegadinha”, de quem chega embalado e líder e recebe adversário mal na classificação.

   Derrotas fazem parte, lógico, mas perder de 5 a 0 em casa, não sendo para equipes de incomparável estrutura e investimento, é vexame sim.

 Carijó

 No caso do Tupi, também não é feio, dependendo das circunstâncias, sofrer uma derrota para o América, no Estádio Independência. Um adversário que veio de uma Série A nacional.

 Feio – aí sim – é uma equipe passar os 90 e tantos minutos sem apresentar força ou qualidade em qualquer aspecto – técnico, tático, físico – como o que (não) fez o Tupi.

Perigoso

  Juntar Tupi e Tupynambás na mesma análise é perigoso.  Estruturas completamente distintas e inícios de competição diferentes.

Cadê os “argumentos”?

 Queremos dizer que, especificamente nesta terceira rodada, faltaram às equipes os chamados “argumentos”, termo que o treinador Ricardo Drubscky gosta de citar quando se refere ao repertório de um time em campo.

   A terceira rodada do Estadual mostrou, de forma preocupante, uma incrível falta de “argumentos” para que a dupla juiz-forana pudesse esboçar uma reação durante os jogos e não deixar se abater de forma tão contundente.

  Há tempo? Claro. Sugestão? Parem de se preocupar com os seus vizinhos de município e voltem-se cada um para os seus problemas. Pode ser o primeiro passo.

Ivan Elias

Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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