Juiz de Fora sedia Regional da Copa Brasil de Xadrez para Deficientes Visuais

Juiz de Fora será palco de uma competição nacional voltada exclusivamente para pessoas com deficiência visual. Nos dias 15, 16 e 17 de agosto (sexta-feira a domingo), a cidade sedia a etapa Regional Sudeste da Copa Brasil de Xadrez para Deficientes Visuais, evento oficial da Federação Brasileira da modalidade.

  Programação

Todas as partidas são abertas ao público, com retirada de ingresso no local.

De acordo com a assessoria de imprensa do evento, todas as partidas estão programadas para o Victory Hotel, com abertura na sexta-feira, dia 15, às 14h, com autoridades, 15h congresso técnico (quando são esclarecidas as regras para os participantes); 15h30 às 18h30: primeira rodada; das 18h30 às 20h: jantar e das 20h às 23h a terceira rodada.

Sábado: as rodadas começam às 9h (terceira rodada) e vão até as 23h (quinta rodada) com intervalo para almoço das 12h às 13h30. Das 13h30 às 16h30: quarta rodada.   Eleições da Federação e jantar: das 16h30 às 20h. Das 20h às 23h: quinta rodada.

Domingo: das 8h às 11h a sexta rodada e das 11h às 12h: premiação e encerramento

    Número recorde

    A expectativa é a de que cerca de 90 praticantes de todo o país, com a presença de campeões brasileiros e sul-americanos, participem da disputa, fazendo desta a competição com recorde de número de competidores da história do torneio iniciado em 2015.

A modalidade combina raciocínio, memória e estratégia em um formato totalmente adaptado, com tabuleiros e peças táteis, jogadas verbalizadas e acompanhamento técnico especializado.

   Quem promove

A realização é do Instituto Albert Sabin, reconhecido pelo projeto educacional “Jogada de Mestre”, presente em escolas públicas de 16 municípios dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e que beneficia 2.200 alunos no ensino do xadrez. Agora, a instituição dá um passo além e se prepara para oferecer, em breve, a modalidade adaptada para pessoas com deficiência visual em Juiz de Fora, ampliando seu alcance educacional, esportivo e inclusivo.

O evento conta ainda com o apoio da Associação dos Cegos e da Prefeitura de Juiz de Fora. “É uma honra organizar pela primeira vez um evento como este na cidade. Queremos despertar o interesse de novos atletas locais e mostrar que o xadrez é inclusivo, pode ser acessível e transformador para a vida de muitas pessoas”, afirma Henrique Araújo, coordenador geral do Instituto Albert Sabin.

Aulas na Associação dos Cegos

    A parceria entre o Instituto Albert Sabin e a Associação dos Cegos de Juiz de Fora procura contribuir para o crescimento e a transformação da vida de pessoas com deficiência visual por meio do xadrez.

Iniciado há três meses, o projeto já beneficia 20 alunos – entre moradores de Juiz de Fora e de cidades da região – com aulas gratuitas inclusivas, ministradas pelo professor Giovani Maia, que acumula experiência como professor de xadrez para crianças e desde 2017 integra a Federação Brasileira de Xadrez para Deficientes Visuais (FBXDV).

As aulas ocorrem às quartas-feiras, às 9h, e às sextas-feiras, às 10h, na sede da Associação dos Cegos, e os participantes já estão se preparando para um evento inédito na cidade: a etapa Sudeste da Copa do Brasil de Xadrez para Deficientes Visuais.

   Professor destaca “novas oportunidades”

Mesmo ainda iniciantes, os alunos têm demonstrado grande dedicação e entusiasmo pela prática. Segundo o professor Giovani, o xadrez tem proporcionado mais do que apenas conhecimento técnico – tem aberto novas possibilidades de interação, autonomia e autoestima. “Eles ainda não estão no nível dos campeões regionais, brasileiros ou sul-americanos que virão para a competição, mas o importante é que o xadrez abriu novas oportunidades. Eles estão motivados a descobrir tudo o que o xadrez inclusivo tem a oferecer”, destaca o instrutor.

    Tabuleiro adaptado

   As aulas seguem os princípios do xadrez adaptado, que permite a participação de pessoas com baixa ou nenhuma visão. O tabuleiro é plano, mas com altura diferenciada entre casas brancas e pretas, o que ajuda os jogadores na identificação pelo tato e também na fixação das peças.

Além disso, as peças pretas têm um pino de diferenciação na parte superior. Na borda do tabuleiro, o número e a letra a que corresponde cada casa estão escritos em braile. As jogadas são verbalizadas e, nas competições, registradas em áudio, garantindo a conferência dos lances pelos juízes quando necessário.

Cada partida tem duração de 90 minutos e, além dos encontros presenciais, os participantes do projeto já estão inseridos em grupos de WhatsApp de enxadristas com deficiência visual de todo o país, o que amplia ainda mais suas possibilidades de prática e troca de experiências a distância.

“A iniciativa do Instituto Albert Sabin e da Associação dos Cegos visa reforçar o papel e a importância do esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais”, observam os responsáveis pela iniciativa.

 

Texto com informações enviadas pela assessoria ao Toque de Bola

Fotos: Divulgação

Edição: Toque de Bola

Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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