Neymar brilha, Brasil garantido. Itália também passa. Espanha faz 10 no Taiti

O Brasil venceu o México nesta quarta-feira, 19, por 2 a 0, no Castelão, em Fortaleza, com um show de Neymar. No jogo da noite, às 19h, Itália e Japão fizeram a partida mais emocionante do torneio até então. No fim das contas, mesmo com o domínio japonês, a Azurra levou a melhor e venceu por 4 a 3. Com o resultado, Brasil e Itália somam seis pontos no grupo A e já não podem ser alcançados por México e Japão.

  Nesta quinta, 20, as seleções do Grupo B entraram em campo. Às 16h, a Espanha, mesmo com reservas, emplacou 10 a 0 sobre o Taiti no Maracanã, 4 a 0 já no primeiro tempo. E ainda desperdiçou um pênalti.   O Uruguai bateu a Nigéria por 2 a 1 na Fonte Nova, em Salvador, fechando a segunda rodada.

Salve, Neymar!

A Seleção Brasileira entrou no Castelão  e já saiu na frente logo antes da bola rolar, na execução do hino nacional. O sistema de som reproduziu o hino até a metade, mas a torcida, junto com os jogadores, soltaram a voz, em um dos momentos mais emocionantes da competição.

A vibração foi transferida para dentro do campo e o Brasil começou bem, assim como contra o Japão. Logo aos 9 minutos, Daniel Alves cruzou da direita, buscando Fred na área. A zaga cortou de cabeça e a bola sobrou para Neymar, que emendou de primeira, com a perna esquerda, para anotar um golaço: 1 a 0.

Em sua melhor partida com a camisa amarelinha, Neymar quase ampliou, ainda na primeira etapa. Fred caiu pelo lado direito e acionou o camisa 10, que com uma matada no peito cortou a marcação, levou para a perna esquerda e bateu forte. A bola passou com muito perigo por cima da meta do goleiro Corona.

Aos poucos, o México melhorou na partida e assustou o goleiro Júlio César em algumas oportunidades. Porém, a tarde era do camisa 10. Neymar foi para cima de foi para cima de dois marcadores pela esquerda e passou por ambos, com uma bela caneta em Mier. Dentro da grande área, o craque do Barcelona teve apenas o trabalho de rolar para Jô, que, com muita estrela, anotou o seu segundo gol em dois jogos, fechando a conta para o Brasil: 2 a 0.

Eletrizante

Quem comprou o ingresso para Japão e Itália, na Arena Pernambuco, não esperava um jogo tão equilibrado. Mas os japoneses surpreenderam e deram muito trabalho para a tetra campeã mundial.

Honda e Kagawa, os astros japoneses, abriram o marcador no primeiro tempo, assustando o treinador Cesare Prandelli, que foi obrigado a mexer na equipe. E surtiu efeito. No fim da primeira etapa, De Rossi aproveitou escanteio cobrado por Pirlo e fez de cabeça: 2 a 1.

Giaccherini quase empatou ainda na etapa inicial. Balotelli encontrou o companheiro dentro da grande área, pela direita. O camisa 22 levou para a perna esquerda e bateu na trave.

O segundo tempo começou com a Itália querendo jogo. Aos 5 minutos, o gol de empate. Giaccherini aproveitou bobeira do zagueiro, ganhou dentro da grande área e cruzou para Balotelli. O camisa 9 estava livre para marcar, mas foi Uchida quem tocou para rede, para anotar o gol contra. Aos 7, polêmica. O árbitro Diego Abal marcou pênalti de Hasebe, que tentou cortar chute de Balotelli. A bola bateu no braço do capitã japonês e o árbitro argentino não pestanejou e marcou. Na cobrança, Mario Balotelli virou o jogo, mantendo os 100% de eficiência em cobranças de penalidades na carreira.

Com a virada, a Itália relaxou no jogo e o Japão voltou a dominar. Em cobrança de falta ensaiada, Endo cruzou no primeiro pau e Okazaki apareceu para desviar, matando o goleiro Buffon: 3 a 3.

E o Japão queria mais. Em um jogada impressionante, Nakamura cruzou da esquerda a bola desviou na zaga e se ofereceu para Okazaki, que bateu firme. A bola explodiu na trave esquerda de Buffon e voltou na cabeça de Kagawa, bateu no gramado e desviou no travessão.

Aos 40, a bola puniu o Japão. Com série de gols perdidos, os japoneses viram Marchisio receber de De Rossi, invadir a área e rolar nos pés de Giovinco, que decidiu o jogo: 4 a 3.

Texto: Igor Rodrigues

Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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