Nesta terça-feira, 26, as semifinais da categoria Juvenil movimentaram o Ginásio Mário Eugênio Gomes Freire de Andrade, no Clube Bom Pastor.
O Bom Pastor venceu o Bafana Bafana, pelo placar de 7 a 3, e está classificado para final da categoria. O primeiro tempo foi de total domínio da equipe que jogava em casa. Na segunda parte do jogo, muita confusão, polêmica e vaga garantida pelo Bom Pastor.
Na final, a equipe enfrenta o Bjúniors, que passou com tranquilidade pelo São Bernardo. A tabela dos jogos finais ainda será divulgada pela SEL.
Bom Pastor 7 x 3 Bafana Bafana
Gols:
Bom Pastor:
11- Thiago (1)
6 – Waurick (1)
10 – Lucas Seta (3)
5 – Vitor Oliveira (1)
14 – Thiago Souza (1)
Bafana Bafana:
11 – Flávio (1)
9 – Diego (2)
Arbitragem:
Alfredo
Rayan
Daniel Moreira
Primeiro tempo de um time só
Bafana Bafana e Bom Pastor fizeram uma partida com todos os temperos possíveis para o bom público que compareceu ao Clube Bom Pastor na noite de terça-feira. Quem tinha a vantagem do empate, por ter vindo do grupo dos vencedores, era o Bafana, mas o Bom Pastor não se preocupou com isso.
O jogo começou equilibrado, com as duas equipes afobadas em quadra, errando muitos passes. Com o passar do tempo, o Bom Pastor naturalmente foi tomando o controle da partida e ter maior posse de bola. Thiago foi o primeiro a assustar. O camisa 11 do Bom Pastor recebeu no meio da quadra e bateu forte, rasteiro, no canto direito do goleiro Igor, que mergulhou para fazer boa defesa. Porém, na segunda chance, Thiago não desperdiçou. Falta de trás da linha que divide a quadra e o camisa 11, com muita categoria, bateu por cima da barreira, no ângulo de Igor, para abrir o placar: 1 a 0.
Após o gol, o Bom Pastor continuou melhor no jogo, enquanto o adversário saía sem muita organização. E não demorou muito para a vantagem aumentar. Waurick recebeu na direita, levou para a perna esquerda e bateu no canto: 2 a 0. Erro na saída de bola e terceiro gol da equipe da casa. Vinicius abre a jogada na direita para Lucas Seta, que entra em velocidade e bate forte, no alto, marcando um belo gol: 3 a 0.
O Bafana Bafana teve a chance de diminuir. Flávio avançou pela esquerda e encontrou Diego, livre dentro da área, na direita. O camisa 9 desperdiçou, sem goleiro, acertando a trave de maneira inacreditável. Quem não faz, leva. O contra-golpe foi eficiente e Lucas Seta recebeu de Waurick, dividiu com o goleiro, e empurrou para dentro do gol: 4 a 0.
No fim dos primeiros 20 minutos de jogo, o Bafana Bafana teve a chance de diminuir. Waurick fez falta em Flávio, e como a equipe já havia estourado o limite das cinco faltas coletivas, Daniel teve a chance em uma cobrança de tiro livre. O camisa 8 bateu forte, no meio do gol, e o goleiro Bernardo espalmou para a linha de fundo.
Confusão e vaga
O segundo tempo começou muito pegado, com uma falta para cada lado em menos de um minuto. Mas no início, o panorama não mudou . O camisa 5 Vitor Oliveira aproveitou belo passe na direita e marcou logo no início: 5 a 0.
O Bafana Bafana não conseguia jogar e apostava nas bolas enfiadas para Flávio. Em uma delas, o camisa 11 foi derrubado por Lucas, dentro da área. Pênalti marcado e bem cobrado pelo próprio Flávio, no meio do gol, para diminuir: 5 a 1. Animado pelo gol, o Bafana foi para cima e marcou o segundo na sequência. Flávio rola para Diego, que dessa vez não desperdiça e toca para o gol vazio: 5 a 2.
Ainda comemorando o segundo gol, uma confusão se formou. O camisa 6 do Bom Pastor, Waurick, discutiu com Gabriel, do Bafana Bafana e empurrou o camisa 10. Foi mais do que o bastante para um confusão generalizada começar. Os jogadores do banco de reserva das duas equipes invadiram a quadra, alguns tentando separar, outros entrando na briga. Os árbitros tiveram muito trabalho para separar os atletas. Quando os jogadores foram contidos, três expulsões de uma só vez. Do lado do Bafana Bafana, Gabriel e Vinicius Talha; do lado do Bom Pastor, Waurick.
A bola voltou a rolar depois de cerca de dez minutos de paralisação, com cada equipe jogando com apenas três atletas de linha. O Bom Pastor balançou as redes, mas o gol foi invalidado. Lucas Seta recebeu, fez o giro no marcador, tirou o goleiro e bateu para o gol, mas segundo os árbitros, o giro foi faltoso.
Do lado do Bafana Bafana, Diego teve uma chance incrível. O camisa 9 recebeu sozinho contra o goleiro e bateu forte. Bernardo fez milagre e salvou o Bom Pastor. Porém, na jogada seguinte, o mesmo Diego recebeu na direita e bateu rasteiro. O goleiro Bernardo não conseguiu a defesa e a bola balançou a rede: 5 a 3.
O bom momento do Bafana era claro em quadra e a situação podia ficar ainda melhor. O Bom Pastor estourou o limite de faltas e Flávio teve a bola nos pés, em mais um tiro livre, para encostar de vez no placar. O camisa 11 bateu forte, no canto direito de Bernardo, mas o goleiro salvou com os pés. O Bom Pastor aproveitou a boa defesa do goleiro e marcou o sexto: tabela entre Thiago Souza e o camisa 8 Lucas. A bola chegou para Thiago, que bateu forte, viu a bola resvalar na defesa e entrar: 6 a 3.
No fim, o Bafana Bafana era só ataque. Do banco do Bom Pastor, o pedido para não fazer faltas. Mas não teve jeito. Falta de Lucas em Flávio e mais um tiro livre. De novo Flávio na bola, batida no mesmo canto e nova defesa de Bernardo, com os pés. No lance seguinte, mais uma falta, mais um tiro livre. Daniel pediu para bater e enfiou o pé. Bernardo, em noite inspirada, salvou de novo e ainda viu Lucas Seta marcar o gol da classificação no contra-ataque: 7 a 3
Paredão
O goleiro Bernardo comemorou e muito a classificação. Durante a partida, foram quatro tiros livres cobrados contra ele e quatro defesas do camisa 1, que salvou nos momentos mais delicados da partida, quando o Bafana era melhor no jogo.
O goleiro disse ao Toque de Bola que, jogando em casa, é responsabilidade da equipe de sair com o resultado positivo.
“Nós trabalhamos durante a semana para chegar aqui e vencer. Dentro de casa quem tem que mandar somos nós, partir para cima dos caras, sem dar mole. Estávamos tomando muitos gols bobos e conseguimos consertar isso e chegar na final”, afirmou Bernardo.
No momento da confusão, o goleiro foi um dos que tentou tirar os jogadores da equipe. No fim da partida, também pedia para evitar um novo tumulto. Para o camisa 1, pensar na final era o mais importante, e desfalcar o time seria muito prejudicial. “A confusão foi completamente desnecessária, não precisava de nada disso. Acabamos perdendo um jogador muito importante para a final, o que prejudica o time”, destacou.
Perguntado sobre preferência de adversários na final, Bernardo não escolheu, mas admitiu ter um time que está engasgado na garganta do Bom Pastor.
“Olha, estamos mordidos com o BJúnior, porque perdemos para eles já na competição. Mas o adversário que vier estamos preparados para a vitória”, revelou o jogador.
Texto: Igor Rodrigues