Já tradicional, o Ranking de Corridas Rústicas de Juiz de Fora, atualmente em sua 28ª edição, possui muitos atletas com presença carimbada em todas as provas há anos. Entre as mulheres, esta frequência é estendida também para o pódio. Corredoras como Andrileia do Carmo, Mariangela de Paula, Viviany Anderson e Zirlene dos Santos confirmam o favoritismo e conquistam, na maioria das etapas, lugar na premiação. Vencedora da Speed of Sound/PJF e da 5ª Corrida do Granbery/PJF, a professora Zirlene acredita que a modalidade passa por um momento de renovação.
“Durante muito tempo eram sempre as mesmas. Eu, a Viviany (Anderson) e a Andrileia (do Carmo) e, de uns tempos para cá, têm aparecido umas meninas mais novas e isso é muito bom, porque nós três, que na maioria das vezes ganhávamos as provas, já passamos dos 40 anos. Então é hora de renovar, de vir meninas mais novas, que são mais velozes, porque na nossa idade não temos tanta velocidade mais, e sim resistência. É muito importante que apareçam jovens meninas e que modifiquem um pouco este pódio”, analisou Zirlene.
A corredora ainda leva seu otimismo e paixão pelo esporte também para as salas de aula, tentando incentivar seus alunos a praticarem o esporte e, em um futuro próximo, conquistarem posições no pódio ao lado da professora.
“Eu ministro a disciplina de atletismo e corridas de rua fazem parte dele. Sempre convido e incentivo as pessoas a estarem presentes na prova. Logo no início do ano já mostro o calendário e peço para estarem vindo. Hoje, tive vários alunos e ex-alunos, tanto no masculino, quanto no feminino, correndo e que falam que começaram por minha causa, por ter motivado eles. Minha maior esperança é ver uma aluna dividindo o pódio comigo”, contou.

Conselhos de campeã
Com experiências de participações e vitórias em corridas por todo o país e até no exterior, Zirlene acredita que o processo de renovação deve ser realizado com paciência, assim como os primeiros passos das jovens atletas na modalidade. Para a professora, a calma deve ser amiga de todos os iniciantes no começo.
“Aconselho que a princípio as meninas venham ver, façam o percurso da caminhada e depois comecem a trotar. Porque o que desmotiva a pessoa a parar é quando ela desiste no meio do caminho. Se você sai em um ritmo muito forte, você acaba desistindo no meio da prova. Então vá em um ritmo lento, confortável, mas que você consiga fazer um percurso mais longo. No percurso acima de 10 km, por exemplo, as pessoas acabam ficando no meio do caminho e isso desmotiva a você entrar na próxima prova. O bom é você conseguir completar o percurso todo correndo, sem andar”, orientou Zirlene.
Texto: Bruno Kaehler
Foto: Toque de Bola
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