Mais uma derrota, a sétima seguida na Superliga, e a situação da UFJF fica cada vez mais difícil na competição. O último revés aconteceu diante do RJ Vôlei, no sábado, 11, e deixou o time ainda segurando a lanterna. A equipe está a dois pontos do Volta Redonda, que ocupa a 11ª posição e tem um jogo a mais e a sete do São Bernardo que tem 15 pontos e também um jogo a mais.
O próximo compromisso pela Superliga será no sábado, 18, às 21h30, diante do Montes Claros, no Ginásio Tancredo Neves. Segundo Chiquita, esse é o primeiro de uma série de confrontos diretos que o time terá pela frente.
“Nós conversamos, é hora de levantar a cabeça, nós temos os nossos confrontos diretos a partir do dia 18 e aí sim nós temos que buscar as nossas vitórias”.
Primeiro set equilibrado
Procurando o melhor esquema para a Federal, Chiquita voltou a utilizar a formação com três ponteiros. Além disso, o time contou com a volta do central Jardel, ausente dos últimos dois jogos pela Superliga, devido a uma lesão.
Assim a UFJF entrou em quadra com Daivison, Hugo, Reffatti,J ardel, Victor Hugo, Gelinski e Thales. O oposto Daniel Maciel, que foi titular na derrota para o Sada/Cruzeiro, não estava entre os relacionados para a partida.
Já o RJ Vôlei, em meio a uma crise financeira, veio para Juiz de Fora com apenas 10 jogadores. Um deles contundiu-se no aquecimento e o time foi para a partida com nove atletas. Riad, Vinicius, Bob, Índio, Rodriguinho, Satiro e Mário Jr iniciaram a partida.
A partida começou disputada, mas a UFJF conseguiu chegar ao primeiro tempo técnico com uma vantagem de um ponto 7 a 6. Na volta, o equilíbrio continuou e a Federal foi para a segunda parada técnica com dois pontos de vantagem, 14 a 12. Com a torcida na Arena UFJF empurrando, Daivisson colocou a UFJF com o primeiro set point do jogo – 20 a 18. A Federal viu o RJ Vôlei chegar ao empate e depois de algumas trocas de pontos, o time carioca conseguiu virar e fechar em 26 a 24.
RJ Vôlei embalado
A vitória no primeiro set empolgou o time do Rio de Janeiro, que começou o segundo set colocando três pontos de vantagem pra cima da UFJF, vencendo no primeiro tempo técnico por 7 a 4. Na volta, a UFJF errava demais na recepção, em que todos os saques eram em cima do líbero Thales, que acabou se atrapalhando em alguns momentos e os cariocas abriram cinco pontos de vantagem. Mas em uma sequência de bons saques de Victor Hugo, a UFJF diminuiu a diferença para 9 a 11. Porém com dois aces de Rodriguinho, o time do RJ Vôlei abriu 14 a 9 e foi administrando até conseguiu fechar em 21 a 15.
Hora de reagir
Com problemas na virada de bola, a Federal voltou com duas alterações no terceiro set. O oposto De Paula no lugar de Reffatti e Rivoli na vaga de Danilo Gelinski. Demonstrando muita vontade em quadra, o RJ Vôlei chegou ao primeiro tempo técnico vencendo por 7 a 4. A UFJF chegou ao seu primeiro ponto de saque na partida com o levantador Rivoli, diminuindo a vantagem para dois pontos. A boa sequencia de Rivoli no saque, levou a Federal ao empate e a virada no ponto de bloqueio de Victor Hugo. A torcida, de pé no ginásio, vinha no embalo do time. As equipes se revezavam no placar, mas no fim em um ataque de Reffatti o primeiro árbitro anotou desvio no bloqueio, contestado pelo time do RJ Vôlei, mas este foi o ponto da esperança na Arena: 21 a 19.
Ficou no quase
O quarto set começou com nervosismo por parte do time do RJ Vôlei. O técnico Marcelo Fronckowiak havia sido expulso e dois jogadores levaram cartão vermelho por reclamação, o que fez com que a UFJF começasse com dois pontos no placar antes mesmo de sacar. Com a torcida empurrando, e em uma sequência de bons saques do ponteiro Reffatti, a Federal fez 5 a 0. Os cariocas buscaram uma reação e perderam a primeira parada por apenas dois pontos: 7 a 5.
Depois a Federal voltou a se impor e abriu novamente cinco pontos e foi para a segunda parada técnica vencendo por 14 a 9. Porém, o RJ Vôlei foi pra cima e diminuiu a vantagem que era de 16 a 11 para 16 a 15. As equipes disputavam ponto a ponto. Mas o time carioca em um ponto de bloqueio deu números finais à partida: 19 a 21, em 1h54 de partida.
O ponteiro Reffatti da UFJF foi o maior pontuador do jogo com 15 pontos e o oposto Rodriguinho do RJ Vôlei foi eleito o melhor em quadra e recebeu o troféu Viva Vôlei.
Falta tranquilidade
Após a partida, o técnico Chiquita chamou todos os jogadores e comissão técnica, que se reuniram no centro da quadra e em seguida foram direto para o vestiário. O comandante da Federal admitiu que o excesso de derrotas tem tirado a calma do time.
“A carência do meu time agora é a tranquilidade por uma vitória, porque em questão das derrotas, em todos sem exceção, a ansiedade é muito grande, a vontade de ganhar é muito grande e aí falta um pouco de lucidez em determinados momentos”.
Segundo o treinador, a equipe precisa aprender a lidar com vantagem no jogo.
“Tem vários jogadores que têm vibração, têm ímpeto e tudo mais, só que a primeira coisa é a lucidez, não adianta a gente fazer um senhor ponto de bloqueio, ir para o saque e sacar de qualquer maneira. Tem determinados momentos e esse último set foi um deles, em que nós abrimos 16 a 11, o que eu tenho que fazer, tranqüilidade no meu passe e rodar a bola, mais nada. São cinco pontos de vantagem, é uma coisa matemática, se eu rodo a minha bola, nós vamos chegar primeiro, não tem nenhum, mistério nisso”, afirmou o técnico da UFJF.
Tem que reverter
O técnico do RJ Vôlei, Marcelo Fronckowiak, elogiou o projeto de vôlei da UFJF e disse que o time ocupa uma posição na tabela que não deveria ocupar.
“São situações delicadas que ambas equipes vivem. Acho que a UFJF é merecedora de todo o meu respeito, gosto muito do Maurício, do Chiquita, das pessoas que trabalham aqui. A Universidade investe e isso é muito bom. Não creio que a UFJF ocupe a posição que deveria neste momento, mas tenho certeza e confio no trabalho das pessoas para reverter isso que está acontecendo.”
Chiquita comparou a situação do time deste ano com o da Superliga passada, quando ele era auxiliar técnico do Maurício Bara e disse que os jogadores mais experientes precisam ajudar os mais novos do grupo.
“No ano passado, nós jogamos bem a competição toda, altos e baixos, mas jogamos bem, mas a mesma intranquilidade que nós tivemos no ano passado nós estamos tendo esse ano, só que com um agravante, tem alguns jogadores mais experientes. Então essa tranquilidade, esses jogadores mais velhos podem e junto com o grupo mais jovem se agregar e se tornar mais forte”.
Texto: Mari Sequeto