Apesar de elogiar a forma pela qual foi recebida em Juiz de Fora, a delegação do Guaratinguetá, hospedada na cidade desde a quinta-feira, 8, leva de bagagem para casa uma reclamação além da derrota para o Tupi. Em entrevista ao Toque de Bola, em momentos antes da partida, o supervisor do clube, Alessandro Belcorso, criticou a administração do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, por ter negado solicitação dos paulistas de treinarem ou realizarem reconhecimento do gramado.
“Nosso departamento de futebol programa todas as viagens com certa antecedência. Até a sexta rodada já está tudo certo e tivemos a ingrata surpresa de que não poderíamos treinar aqui e os jogadores não poderiam fazer nem o reconhecimento do gramado. Chegamos na cidade quinta-feira à tarde, fizemos um treino no Tupynambás e fomos muito bem recebidos por lá. Queria deixar bem claro que a diretoria do Tupi nos recebeu muito bem, deu todo o apoio que precisávamos na cidade, mas infelizmente a administração do estádio não permitiu que nosso atletas fizessem o reconhecimento”, explicou Belcorso.
Em meio à crítica, o dirigente do Guaratinguetá recordou que os juizforanos terão de realizar a partida de volta na casa dos paulistas e fez um apelo para que este tipo de situação não ocorra mais no futebol, que deve ter seus resultados decididos entre as quatro linhas.
“Vale lembrar que o time vai para lá também e vão precisar treinar no nosso estádio. É isso que não pode no futebol. No mínimo, isto tem que ser vetado e as pessoas que devem tomar conta do estádio, que não conheço, devem ser da peteca, do vôlei, basquete, porque no futebol a adversidade é lá dentro, não aqui fora. Quando você for na minha cidade eu te recebo bem, quando vier na minha casa vou receber o convidado bem. Não pode isso no futebol, tem que acabar”, finalizou.
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O administrador do estádio, Flávio Villela, confirmou ter rejeitado o pedido do time paulista, mas ressaltou que os dias estavam reservados para a equipe do Tupi realizar seus treinamentos e, sem a cessão do Carijó, a única forma de autorizar a solicitação do Guaratinguetá seria cancelando as atividades do Tupi previamente marcadas.
“Infelizmente não teve como arrumarmos para eles porque pediram muito em cima e já havíamos cedido ao Tupi para fazer os dois treinamentos na semana, já que a diretoria do time juizforano solicitou antes. Deveria ter ocorrido um acordo entre os clubes, mas não houve. O supervisor deles me disse que entrou em contato com um diretor do Tupi, que falou que não podia fazer nada por eles. Então eu só teria como ajudá-los se tirasse o Tupi, porque ontem (sexta) o campo fica reservado para o trabalho de pintura do gramado, visando a partida de hoje (sábado), já que o pessoal que faz isso não trabalha no sábado e não posso sacrificar funcionários. O resto que a gente podia fazer por eles foi realizado, mas infelizmente aqui não teve como até porque não houve acordo entre os clubes”, afirmou Villela.
Texto de Bruno Kaehler
Foto: Toque de Bola