A palavra é…
Se tivéssemos que escolher uma palavra para definir o sentimento da torcida do Tupi diante do Cruzeiro, talvez seja constrangimento.
Antes e durante
O público tinha convicção, nos dias que antecederam e durante a partida, diante do caos em que se transformou o futebol alvinegro, que a derrota era inevitável. Por mais que o esporte tenha espaço para surpresas, havia temor por uma goleada acachapante. Não se considerava a possibilidade sequer de um empate.
Dito e feito

Os dois primeiros gols ilustram bem. Falhas bisonhas no primeiro gol e um pênalti “de pelada” no segundo. Com todo o respeito aos atletas e profissionais que estiveram envolvidos na partida pelo clube anfitrião, parecia mesmo um “rachão” pós-almoço entre o time da capital e uma equipe amadora.
Recomeço
A perspectiva de jogar somente o Módulo 2 do Mineiro em 2020 (caso o time não conquiste o acesso nacional da Série D para a C, será a única competição oficial no próximo ano) lança um ponto de interrogação sobre os caminhos do futebol alvinegro.
Humildade
Se tivéssemos que escolher outra palavra, agora para definir o sentimento dos dirigentes do Tupi rumo a um recomeço, talvez seja humildade. Assumir os erros e trilhar um novo caminho. Sem o batido discurso do “estão todos contra nós e ninguém ajuda”.
Entra e sai
Um clube centenário, único sobrevivente local no futebol profissional por mais de 30, 40 anos, não pode mais depender de dirigentes e/ou empresários que trocam/trazem/levam atletas aos montes, em plena disputa, num festival de horrores e descompromisso. E que raramente se dispõem a dar entrevistas ou satisfações.
Rara emoção

A emoção e espontaneidade de Alerrandro, do Atlético, que deu quase uma volta olímpica ao marcar o gol da vitória sobre o América (3 a 2) no Mineirão, nos instantes finais, são uma ótima demonstração de como o futebol ainda pode ser encantador.
Sonho de criança
Com um sorriso de criança, ele tentava encontrar as melhores palavras: “Era um sonho fazer um gol no Mineirão lotado. Eu vi o Luan decidindo um jogo contra o Flamengo, na Copa do Brasil, e estava na arquibancada. Era meu sonho e hoje eu pude fazer o gol da vitória. Eu me explodi, fui para a galera, que merece mais que tudo. Não tem nem explicação”.
Texto: Ivan Elias – Editor Toque de Bola
Fotos: Toque de Bola e Bruno Cantini/Atlético