
Após um período de “vacas magras”, o basquete brasileiro começa uma renovação na década de 2020. Entre os destaques das seleções brasileiras de base nos últimos anos está o garoto Daniel Duque, de apenas 16 anos.
Natural de Ervália, cidade da Zona da Mata Mineira, o ala-pivô do Minas Tênis Clube (MTC), de Belo Horizonte, apaixonou-se pela modalidade ainda muito jovem. Segundo o jogador, em entrevista exclusiva ao Toque de Bola, a “culpa” de o basquete ter entrado em sua vida foi da mãe, Daniela.
“Tudo isso começou em um dia das crianças. Minha mãe estava sem ideia de presente e me deu uma cesta e uma bola. Depois de alguns anos, comecei a jogar pela Escola Estadual Professor David Procópio, aqui de Ervália mesmo, e gostei muito do esporte”, revelou o jovem.
Passagem por Juiz de Fora
Com a paixão, surgiram as oportunidades. Junto com o irmão, Higino, também atleta do Minas, Daniel foi convidado para jogar pelo Projeto Basquetebol do Futuro (PBF), de Juiz de Fora. A chance veio após boas atuações nos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG), realizados em Além Paraíba.

“Fui jogar o JEMG pela escola em Além Paraíba. Lá, o Daniel (Defilippo), que trabalha no PBF, viu eu e meu irmão jogando e fez o convite. Eu tive uma evolução muito grande desde então e, nestes anos, com muito treino e dedicação, pretendo continuar evoluindo”, disse o ala-pivô.
Chegada ao Minas
Daniel chegou ao Minas Tênis Clube em 2017, aos 14 anos, após participar de um teste nas categorias de base do clube. Segundo ele, a descoberta da “peneira” no MTC se deu de forma curiosa e surpreendente, até mesmo para os familiares.
“O interesse pelo Minas veio em uma festa de aniversário do meu pai. Uma prima estava pesquisando sobre seletivas e encontrou a do MTC. Eu fiz o teste e passei. A sensação foi muito boa. Fiquei até pensando se era tudo verdade mesmo. Agora eu tenho que treinar para chegar no nível profissional”, contou Daniel.
Verde e amarelo
Em 2019, o auge. Com boas atuações pelo clube de Belo Horizonte, Daniel foi convocado pela Seleção Brasileira sub-16 para a disputa da Copa América, em Belém (PA).
“Eu nem esperava a convocação. Foi uma surpresa muito boa. Meu técnico me chamou em um canto no treino e me deu a notícia. Fiquei muito feliz. É uma sensação difícil de explicar. Eu estava vestindo a camisa do País, o que não são todos que conseguem. Quando tocava o hino, chegava até arrepiar”, disse o garoto.
Sequência

Mesmo com atuações de destaque e a convocação para a Copa América de 2019, Daniel não quer interromper a boa fase. Para isso, o jovem pivô tem a receita para construir e manter uma carreira de sucesso daqui em diante.
“Minha carreira está só começando, tenho noção disso. Meu objetivo é poder defender o Brasil novamente e jogar campeonatos de categorias superiores, como, por exemplo, as ligas profissionais”, finalizou.
Texto: Toque de Bola – Pedro Sarmento, com supervisão de Ivan Elias – Toque de Bola
Fotos: Acervo pessoal/Daniel Santos