Graves acusações!

O advogado Marcelo Jucá vai pedir impugnação das eleições

  O imbróglio judicial que se tornou a eleição para presidente do Tupi no triênio 2020/2022 teve mais um capítulo nesta segunda, dia 21. Em visita a Juiz de Fora, o advogado da chapa SOS Tupi, o carioca Marcelo Jucá, deu entrevista coletiva e revelou que levantamento realizado pelo grupo de oposição apontou irregularidades graves que, se comprovadas em juízo, podem dar motivo à anulação do pleito, realizado no dia 5 de outubro.

  “Constatei que existem questões dentro desse processo eleitoral que são muito graves. Além do que já é conhecido por todos, de que uma pessoa falecida transferiu seu título depois de morta, existem outras questões como membros da atual diretoria, e que fazem parte da chapa de situação (JR 2020), terem títulos de outras pessoas. Mas estas encontrando-se com seus títulos ativos sem nunca terem sido transferidos para nenhum outro associado”, explica Jucá, que representa a chapa derrotada na disputa presidencial do Carijó.

Impugnação e proibição

Suspeitas recaem até mesmo sobre a Cofel

  Experiente no trabalho em causas de entidades de prática e organização esportiva, Jucá é atualmente presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), e considera que até mesmo a condução do pleito no Tupi foi comprometida. “A comissão eleitoral nomeada pelo clube, que deve tocar o processo, também está contaminada. Como podemos entender que alguns de seus integrantes façam parte da chapa de situação? Eu sou membro da comissão eleitoral e voto em mim mesmo para fazer parte do Conselho Deliberativo? Isso não é justo, correto ou razoável e deve ser refutado de pronto pelo poder Judiciário”, deseja. 

  “O pedido principal é a impugnação da chapa de situação. Nesse sentido podem existir alguns desdobramentos. Como o Judiciário nomear o interventor judicial. Para, de forma isenta, tocar o novo processo eleitoral. No qual as pessoas da chapa viciada sejam impedidas de participar desse novo pleito. Ainda mais porque há fortes indícios de que o atual processo de eleição tenha sido fraudado”, completa Marcelo, falando sobre as ações que a SOS Tupi move e irá mover para buscar anular o pleito.

Contraponto

Oswaldo, Jucá e Cloves em coletiva na tarde de segunda

  Presentes à coletiva de Jucá, os candidatos a presidente e vice pela SOS Tupi, Cloves Santos e Oswaldo Ribeiro, disseram que o que foi levantado pela chapa não surpreendeu. “A gente já tinha a expectativa de que isso ia se passar. Nem o tratamento, nem a forma como se deu o processo eleitoral foi surpresa. Não tivemos direito de disputar igualitariamente. Por conta da diferença de informação. E por isso já tomamos providências para buscar a democracia. Queria avisar também que o resultado do pleito continua suspenso, eles não podem assumir”, explica Cloves.

  O Toque de Bola entrou em contato com a diretoria do Tupi; o presidente da Comissão de Fiscalização Eleitoral (Cofel), Jarbas Cruz; e o vencedor do pleito e representante da chapa JR 2020, José Luiz Mauler Júnior, o Juninho, citados nas denúncias da SOS Tupi. Cruz não retornou o contato feito pela reportagem.

Juninho comemorou vitória, mas não pode assumir

 Já  Juninho declarou que “a Justiça resolverá o que é certo, e não irá atender interesses pessoais. Participo de quantas eleições tiverem, pois não tenho medo de urna. Quem manda no clube é o associado e sempre respeitarei a vontade dele e de mais ninguém. Todos deveriam respeitar e entenderem quem o associado quer como presidente.”

  A assessoria do Tupi informou que “o clube não vai se pronunciar a respeito e reafirma que todas as questões referentes a judicialização da eleição estão nas mãos do departamento jurídico.” Mas, na terça, dia 22, os dirigentes resolveram publicar uma nota oficial nas redes sociais do Carijó.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Toque de Bola

Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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