Sabe aquela pessoa que, seja qual for a situação, se mantém da mesma forma? Discreto, calmo, sem fazer alarde mesmo ciente de seu papel e pronto para uma boa conversa sobre futebol e formação de valores?
Este poderia ser um bom início de texto para falar sobre Jésus Vieira, o “seu” Fia, que faleceu no último dia 10 de janeiro em Juiz de Fora, aos 78 anos.
Poderia. Mas à medida que fomos conversando com as pessoas, buscando mais informações e detalhes, junto aos familiares, ex-jogadores e aqueles que conviveram mais de perto com ele, vimos que a história não se resumia às quatro linhas. Na verdade, ela se completava no dia-a-dia da paixão pelo futebol.
Fia foi por muitos anos responsável por pinçar talentos deste futebol brasileiro ao mesmo tempo tão bom de bola mas tão maltratado pelos cartolas.
Fia não pegou o mundo das estatísticas e da super ciência em cada passo do futebol. Era do tempo do olhar, do sentimento, de lapidar o garoto para ele primeiro ser uma boa pessoa e depois, quem sabe, “vingar” e sonhar mais alto neste vestibular tão cruel que, em milhares de casos, tem poucos finais felizes. O menino se tornar um profissional do futebol.
Ele começou trabalhando numa horta junto ao Rio Paraibuna, depois aprendeu o ofício da reforma de pianos. Dali, o goleiro vira um jovem treinador e as histórias se multiplicam sob diversos olhares. EC Leopoldina, Milionários, Tupynambás, Tupi, Universal, projetos sociais…
O Portal Toque de Bola traz aqui o mais importante do que ouviu e conversou nestes últimos dias, após a despedida do Fia deste campo terrestre.
Da grande família em casa – dez irmãos, seis filhos, seis netos e dois bisnetos – à grande família do futebol, um personagem que dignifica o nosso esporte numa trajetória baseada em carinho, amizade e simplicidade.
Alex, filho
Um de seus seis filhos, Alex, nos contou um pouco mais sobre quem era o Jésus Vieira.
Acompanhe a seguir
Trabalho na horta e na reforma de pianos
Fia em confraternização familiar
“Nasceu em Pedra do Anta (MG), e ainda menor de idade veio para Juiz de Fora com toda a família. Uma família simples, humilde. Veio tentar uma vida melhor em Juiz de Fora. Trabalhava para um senhor que tinha uma horta às margens do Rio Paraibuna, que na época era limpo, ainda tinha peixes e as pessoas tiravam o próprio sustento dele. Depois, durante 30 anos trabalhou numa fábrica de pianos e aprendeu a profissão, com reforma de pianos, chamava-se “Renovadora de Pianos Lux”, na rua Barão de Juiz de Fora. Com esse trabalho sustentava a família e nos criava, de maneira muito simples e humilde. Minha mãe ajudando”.
Do campo da Leopoldina ao Milionários
“Morava na avenida Brasil, ao lado do campo da Leopoldina, onde começou a se envolver com o esporte. Jogava futebol, junto com os irmãos e os amigos, no Esporte Clube Leopoldina, clube amador. Um tempo depois, saíram e fundaram um time chamado Milionários. Na época, atuavam pelo time muitos jogadores que eram do Tupi e alguns eram reservas no Milionários, na época um dos melhores times daquela geração.”
De goleiro a jovem treinador
“Ele era goleiro, parou de jogar futebol e foi ser técnico ainda novo. Dali em diante trabalhou em clubes como o Tupynambás, dirigiu vários clubes amadores da cidade, como o Águia Negra e outros. No Tupynambás, começou a trabalhar nas divisões de base, foi criando essa experiência e descobrindo jogadores. Mais tarde foi para o Tupi. Lá no Tupi revelou jogadores que tiveram uma trajetória bonita. Léo Devanir, Wesley Tanque, Charlam, Dário, Clayton, Rubens, Herivelton (um goleiro de Bom Jardim de Minas que ele trouxe para do Tupi e depois ele jogou no Vasco) e tantos outros profissionais que nos perdoem por não lembrar, são muitos”.
Disciplina
“Ele sempre pregou muito a disciplina, a humildade, o respeito, que futebol se jogava com responsabilidade. Que os jogadores tinham que se cuidar. E disciplina. Meu pai sempre foi um treinador que exigiu muito a disciplina. O jogador tem que ter disciplina dentro e fora de campo. E assim teve essa trajetória brilhante, que nos deixa muito orgulhoso”.
Muita gratidão na despedida
“No velório, foram mais de 500 pessoas e cada uma com seu depoimento, de agradecimento, reconhecimento, de amizade, que é um legado muito importante não só ara pele, mas para nós. Nos conforta muito saber que ele deixou esse grande legado de amizade, carinho. Muitos disseram que meu pai mudou e fez a diferença na vida deles. Pessoas disseram, inclusive, que se hoje são formados, com suas famílias, são muito gratos ao meu pai, que ajudou muito. Criou seus filhos, netos e bisnetos. Foi descansar. Teve uma doença muito grave, lutou muito para estar por aqui mas foi vencido por ela.”
O Pró-Criança
Projeto social Pró-Criança, capítulo importante na trajetória e na memória e Fia
“Ele costumava dizer, com muita alegria, sobre o projeto do Pró Criança. Marcou muito a vida dele porque tirava as crianças da rua e elas ficavam em tempo integral, no governo do ex-prefeito Tarcísio Delgado, que deixou um legado muito grande para a cidade com esse projeto social. Muitas destas crianças se tornaram homens – alguns se perderam pelo caminho – e muitos são amigos nossos hoje. Chamando ele de “seu Jésus” ou de “seu Fia”. Isso deixou ele muito orgulhoso. Saber que mudou a vida e transformar estas muitas crianças em homens de verdade, de bem. E também orgulho de ter formado estes jogadores, de carreira brilhante. Deixava ele muito honrado”.
Levava as crianças do Projeto para a nossa mesa
“Meu pai nunca quis nada em troca disso. Sempre fazia com amor, carinho. E muitas crianças às vezes ele levava para nossa casa e dizia: onde come um comem dez. E as crianças sentavam-se à mesa com a gente, como se fossem seus filhos de verdade, de sangue. Ele cuidava deles como se fossem mesmo filhos dele, como nós.
Este é um legado de aprendizado muito grande, que nós vamos continuar carregando por muitos e muitos anos. Muitas vezes ele tirava do próprio bolso do que ele ganhava, que não era muito, para pagar alimentação, passagem. Deus era tão generoso com ele que o pouco dele virava muito. Em nome dos meus irmãos, da nossa família, quero agradecer a todos pelo carinho. Agradeço a vocês (Toque de Bola) por esta homenagem”.
Universal, um capítulo especial no futebol amador
Um título conquistado pelo Universal, clube de futebol amador de Juiz de Fora que completou em 2024 o centenário de fundação, tem uma menção especial, feita por Alex. O time era treinado por Fia, seus filhos jogavam na equipe, que tinha nomes muito conhecidos dos torcedores do Tupi.
“Nós jogávamos com nossos irmãos, num clube de futebol amador da cidade em 1995, chamado Universal Futebol Clube ali do Vitorino Braga, onde nós convidamos meu pai para poder, através do dono do time, o Aloísio, para ser técnico do Universal, para a gente poder disputar a Copa Bahamas, que eram muitos times, a maior Copa de futebol amador da América América Latina. E meu pai veio para ser técnico desse time do Universal, trouxe jogadores como Léo Devanir, Wesley, Rubens, Marcos BH, Evaldo, que era jogador do Tupi, que foi profissional, grande jogador, e ele formou esse time do Universal, onde a gente teve a alegria de poder ser campeão invicto e sem tomar nenhum gol! Ele conquistou as premiações todas, isso também foi uma coisa que deixou ele muito feliz e a gente também. Porque afinal de contas você conquistar uma competição tão difícil como essa, e sem sofrer gols, realmente é um feito inédito. Acho que na Bahamas até hoje acho que ninguém conseguiu esse feito. De ser campeão invicto da competição sem levar gol. Então isso aí também foi um motivo de muito orgulho pro meu pai, que sempre gostou muito do futebol amador, sempre priorizou muito o futebol amador, de onde saíram grandes jogadores”.
Universal: título de 1995 é considerado histórico, com os filhos do treinador em ação
Universal no vestiário
Fia reverenciado pelo Universal
Wesley Tanque
O centroavante Wesley Tanque nos contou um pouco mais sobre esta conquista histórica.
“Essa equipe do Universal foi uma campanha histórica, não tomou nenhum gol. Eu fui artilheiro da competição, antigamente era as oitavas de final, eu ia para o estádio (Municipal Radialista Mário Helênio) , então o Evaldo jogava no meio, o Léo Devanir na zaga, o Marco BH no lateral esquerdo, o Fia levou uma galera do júnior do Tupi para fazer parte da equipe do Universal. E foi assim, aí tinham os filhos deles, o Alex, o Junim, o Gilmar, o Moa. E “passou o rodo” mesmo, foi incrível. Nunca teve essa campanha, nunca conseguiram bater. É muito legal, foi um prazer ter participado”
Wesley se emocionou ao poder externar o sentimento de ter o “seu” Fia como um pai, não só no futebol
Wesley Tanque
“Quero agradecer (ao Portal Toque de Bola) por essa oportunidade de falar de uma pessoa tão especial pra mim, pra minha vida. Eu cheguei aqui (Juiz de Fora), eu nasci aqui, mas eu fui criado no Espírito Santo e eu cheguei em 95, era Manchester ainda, depois voltou o Tupi em 96, e eu já peguei, lógico, o seu Fia, que foi um pai pra mim. Com todas as letras, foi um pai pra mim. Brigou comigo, me educou, me orientou, sensacional! A gente tem a mania de quando as pessoas nos deixam, aí a gente fala que foi isso, foi aquilo, mas no caso do seu Fia, realmente ele foi isso tudo pra mim. Quando eu fui lá me despedir dele, eu só agradeci por tudo que ele fez. Ele já teve oportunidade de às vezes me mandar embora. Mas preferiu me educar, preferiu me orientar do que simplesmente mandar embora. Então, a minha carreira se baseia muito no que ele fez por mim, porque se ele tivesse me mandado embora em algumas situações, talvez eu não teria virado um atleta profissional e ter vivido do futebol durante tanto tempo. Eu só tenho a agradecer e falar que foi um privilégio ter convivido com o seu fia, seu Jésus Vieira, o famoso Garotinho. Muito obrigado, Ivan, por essa oportunidade. Eu até estou arrepiando aqui, cara, de estar falando de um pai, do meu pai, que eu vou estar… eu vou sempre guardar as coisas boas para ele. Sempre quando eu estou falando de seu Fia, eu vou estar lembrando das resenhas maravilhosas que a gente tinha, dos jogos, do que ele fazia. Então, eu vou sempre ter a imagem dele de alegria. É isso.”
Leonardo Devanir
Léo Devanir foi revelado pelo Tupi e vestiu a camisa de grandes clubes brasileiros como Palmeiras, Flamengo, Goiás e Coritiba.
Confira abaixo o depoimento de Leonardo Devanir
Leonardo Devanir, ao lado de Felipe Surian, na Comissão Técnica do Tupi
“Passando aqui para fazer uma singela homenagem ao senhor Jésus Vieira, conhecido como Fia por todos nós. Foi uma notícia muito triste do falecimento dele, mas queria externar o meu agradecimento por este senhor por tudo aquele que ele fez no futebol de fora principalmente com a minha carreira. Me ajudou muito no início, quando eu era infantil, juvenil, juniores, profissional. também. No Tupi foi sempre muito presente não só para mim mas para muitos outros atletas, muitos atletas passaram com o “seu” Fia, é um cara que vai deixar saudades, que vestia a camisa. Trabalhador, honesto, gostava do que fazia, essa é a verdade, tinha paixão por isso. Infelizmente ele faleceu, mas tudo no seu tempo, tudo no tempo de Deus, Deus sabe todas as coisas. Deixo aqui meu agradecimento por tudo, minha gratidão por ele, falei com o Moa, o filho dele, e já externo também, o Gilmar, o Alex, o Juninho, a Valéria, a esposa dele. Minha gratidão por ele, que ele possa ter um bom descanso, e que Deus dê força à família dele para continuar a jornada aqui”.
Maguinho
Magno José da Silva, nascido em Dores do Turvo (MG), foi, em 2008, aos 16 anos, o mais jovem jogador a vestir a camisa dos profissionais do Tupi Futebol Clube. Está na Ponte Preta (SP) na atual temporada, depois de vestir a camisa dos três principais clubes de Goiás (Vila Nova, Goias e Atlético)
Confira, abaixo, o depoimento de Maguinho ao Toque de Bola:
Maguinho fez história ao ser o mais jovem jogador profissional do Tupi, então com 16 anos
“Falar sobre o Fia é muito fácil. Um cara muito alegre, muito contente, espontâneo. Que está sempre disposto a ajudar o próximo. Eu me lembro que quando ele chegou lá (Tupi), ele sempre tinha várias histórias de motivação, de incentivo pra nós que precisávamos e almejávamos algo melhor na vida. É uma pessoa que sempre estava disposto a nos ajudar. E sempre passava sua experiência pra nós. Às vezes a gente chegava meio assustado, principalmente eu, que vim do interior. E ter pessoas, assim, que nos recebiam de braços abertos, como ele, foi fundamental naquele momento. Meus sentimentos a toda a família, mas tenho certeza que o seu legado ele deixou não só para mim, para nós jogadores que tivemos a oportunidade de trabalhar com ele, mas para todas as pessoas que viveram ao lado dele ao longo da sua vida”.
Hudson
Revelado pelo Tupi e com passagens por clubes como Santos, São Paulo, Cruzeiro e Fluminense, Hudson também enviou sua mensagem sobre Jésus Vieira ao Toque de Bola. Confira
Hudson saiu do Tupi e defendeu clubes de BH, Rio de Janeiro e São Paulo
“Jesus Vieira, o grande Fia, sempre foi uma referência no futebol de Juiz de Fora e região. Eu tive o prazer de conhecê-lo quando era muito jovem, treinava nas escolinhas do Tupi e ele comandava na época a equipe de juniores do Tupi. Um grande profissional, admirado por todos. Que ele esteja com Deus nesse momento descansando, e que nós possamos procurar fazer um trabalho cada vez melhor no futebol de Juiz de Fora e região, assim como ele sempre fez”.
Evaldo
Evaldo foi um dos grandes laterais direitos da história do Tupi. Depois, também foi treinador. Conviveu bastante com Fia em Santa Terezinha.
Evaldo
“Trabalhei com ele. Uma pessoa muito boa, uma pessoa muito amiga. Fia foi meu treinador no Tupi. É uma pessoa que merece todos os nossos sentimentos. A família. Pela perda de mais um profissional da bola. E a gente só tem a lamentar. Para mim, foi uma pessoa muito boa e muita amiga. Trabalhamos juntos. Eu como treinador da base e ele também como meu auxiliar. Então, foi muito bom ter conhecido o Fia. Uma pessoa muito carinhosa, muito querido por todos. É uma perda muito grande para nós. Que ele descanse em paz”.
Pitti
Treinador, dirigente e funcionário do Tupi por muito anos e em diversas oportunidades, Edsel Beuttemmüller, o Pitti, também conversou com o Toque de Bola. Confira:
Pitti
“Conheci o Fia quando eu fui trabalhar no Tupi. A gente sabia, conhecia bem a capacidade dele, principalmente, de descobrir valores no trabalho que ele fazia nas divisões de base. Quantos e quantos jogadores ele descobriu aí na base e que vieram a se tornar jogadores profissionais, no Tupi e por esse Brasil afora. Era um grande amigo e nós vamos lamentar muito a partida dele”.
Cláudio Rogel
Ex-goleiro e integrante da Comissão Técnica do Tupi, Cláudio Rogel contou bastidores curiosos de seu convívio com Fia.
Claudio Rogel (de amarelo) hoje trabalha na Secretaria de Esporte e Lazer
“Quando eu parei de jogar em 1993, iniciei como preparador físico na base do Tupi com ele e Evaldo como treinadores do sub-17 e do sub20 respectivamente. Fia era um abnegado apaixonado por futebol. Lembro que ele era fã do Francisco Maturana, técnico da seleção da Colômbia. Interessante que eu o tratava como Maturana no dia a dia e depois, coincidentemente, pude trabalhar com o próprio Francisco Maturana no Al Hilal, na Arábia Saudita. Lembro que o Fia era daqueles que priorizava trabalhar as valências técnicas dos atletas da base do Tupi. Pelas suas mãos passaram atletas como o Léo Devanir, o Chem, Charlan, entre outros. Um nome relevante na história do futebol de Juíz de Fora”.
Léo Lima
Pesquisador da história do futebol profissional do Tupi, Léo Lima tem registros de Jésus Vieira em sua passagem como treinador da equipe principal.
Léo Lima (camisa branca) é pesquisador da história do futebol profissional do Tupi
“Dados da passagem dele como técnico do time profissional em 1999, onde ele comandou o Galo em 7 jogos (5 no Mineiro Módulo II e 2 jogos na Seletiva Mineira para o Brasileirão da Série C).
Nos anos 90 também teve ótimas campanhas no time de Juniores do Tupi, além de trabalhar como auxiliar técnico do Jair Bala, Evaldo Carolino, Augusto Clemente e do José Carlos Amaral no time profissional.
Ele ficou marcado mesmo como técnico da base aqui em JF”.
Família
De acordo com levantamento do repórter Carlos Ferreira, seguem alguns dados da vida e da trajetória esportiva de Jésus Vieira.
Jésus Vieira, o Fia, nasceu em Pedra do Anta/MG, em 06 de fevereiro de 1946.
Filho de José Otoni Vieira e Inês de Souza Amora, irmão do Darcy César Vieira (ex-massagista do Tupi) e do Antônio Carlos Vieira, casado com Isaura Vieira e pai de seis filhos: Valéria, Adriana, Alexsandro, Alessandro, Gilmar e Jésus Vieira Júnior.
(nota da redação: em contato com os filhos Moa e Alex, eles acrescentaram à pesquisa do Carlos Ferreira: “tem 10 irmãos, seis netos e dois bisnetos”)
Carreira
Treinador de futebol, dirigiu o Tupi (Juiz de Fora) nas divisões de base e profissional e o Leopoldina (Bicas).
Campanha histórica
Terceiro colocado no campeonato brasileiro juvenil com o Tupi no Rio de Janeiro em 1991,
Time da campanha: Herivelto, Alex, Maicon, Léo Devanir e Leozinho; Chem, Anderson, Charlan e Gamonal; Túlio e Wesley. Treinador: Jésus Vieira, Auxiliar: Binha (Cléber Aníbal do Nascimento), Massagista: Limão: Darcy César Vieira.
Revelações
O goleiro Herivelto, o zagueiro Léo Devanir, volante Chem, o meia Anderson e o atacante Wesley Tanque foram alguns dos vários atletas revelados por ele nas divisões de base do Tupi.
Jésus Vieira morreu em Juiz de Fora, aos 78 anos, em 10 de janeiro de 2025, sendo seu corpo velado e sepultado no cemitério Parque da Saudade, em 11/01.
Homenagem
Em novembro de 2024, Jésus Vieira foi um dos agraciados com a Comenda Paulo Roberto Bassoli, na Câmara Municipal de Juiz de Fora, por iniciativa do vereador Maurício Delgado.
Jésus Vieira, o Fia, em homenagem recebida na Câmara Municipal de Juiz de Fora, ao lado de familiares e do vereador Maurício Delgado
Medalha do Mérito Esportivo Paulo Roberto Bassoli
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Texto e edição: Ivan Elias – Toque de Bola
Fotos: Arquivo Toque de Bola, Divulgação e Arquivos Pessoais
Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local
É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).