No Dia dos Namorados, o anúncio que um casamento está próximo. Depois de novas reuniões, inclusive nesta sexta-feira, com dirigentes do Flamengo, no Rio de Janeiro, o Diretor do Vôlei UFJF, Maurício Bara Filho, classifica como “tecnicamente consolidada” a parceria entre o clube e a entidade, visando à disputa da Superliga masculina 2015/16. As conversas só não resultaram ainda em assinatura em função da necessidade financeira que vai determinar os próximos passos, como, por exemplo, o nome da equipe e o local em que os jogos serão realizados.
“Tecnicamente a parceria está consolidada”, revelou Maurício ao Toque de Bola, após reuniões consecutivas ocorridas nesta sexta, na Cidade Maravilhosa, entre ele e o Diretor de Esportes Olímpicos do clube, Marcelo Vido, considerado peça-chave para o sucesso das negociações, o Coordenador do Vôlei rubro-negro, Marcelo Freitas, e responsáveis pelo departamento de projetos do clube carioca. O presidente do Fla, Eduardo Bandeira de Mello, chegou a participar de encontros preliminares. Em outras oportunidades, foi representado pelo Vice-Presidente de Esportes Olímpicos, Alexandre Póvoa.
Intercâmbio
“Falta a concretização financeira. Só podemos confirmar este avanço com a definição da verba. Só com essa certeza, podemos reavaliar o que estamos discutindo até aqui”, acrescentou o dirigente juizforano. “Algumas estratégias, por exemplo, já foram acertadas, como o intercâmbio entre as categorias de base do Flamengo, que contempla desde a escolinha até a categoria juvenil, e da UFJF, que conta na parceria com o Clube Bom Pastor com equipes até a faixa de idade infanto-juvenil.
Pouco tempo
Há 15 dias, Maurício considerava a data de 15 de junho ideal para que o departamento de marketing do clube carioca informasse sobre o sucesso nas tratativas sobre o aporte financeiro necessário para a disputa da temporada. Nesta sexta, porém, o próprio dirigente da equipe juizforana analisou que o prazo foi relativamente curto, desde que houve a reunião entre representantes das equipes e a CBV, em 6 de maio – o encontro resultou na aprovação da parceria, pelos adversários e pela entidade que comanda o vôlei brasileiro.
“Analisando friamente, tem pouco tempo que o projeto da parceria foi para a rua. Há horizontes importantes surgindo, não concretizados. Estamos com paciência, sabemos que o mercado anda, isso preocupa mas também é normal”, considera.
Maurício revela que numa das reuniões feitas nesta sexta, no Rio, de avaliação, foi considerado o cenário econômico do País: “O momento do ano não é melhor, algumas empresas certamente já comprometeram boa parte do seu orçamento, mas o marketing do Flamengo e também o da UFJF vêm trabalhando exaustivamente, para avaliar a capacidade inclusive das empresas locais investirem, num primeiro e num segundo momento, diante da possibilidade da parceria. Já existem coisas muito bem definidas”.
Comissão Técnica
O Diretor Técnico do Vôlei UFJF negou que já esteja acertado, na parceria, que a Comissão Técnica tenha que ser escolhida pelo Flamengo. “Não entramos nesse assunto, mas a prioridade é manter a nossa comissão técnica. A primeira opção é o Alessandro Fadul (técnico da Federal desde a saída de Chiquita em meio à Superliga 2014/15), mas é outra situação que depende do mercado. Se surgir proposta para o Fadul antes da parceria ser efetivada, claro que ele pode aceitar um convite”, comenta. “O Victor Hugo, por exemplo, que era da UFJF, acertou estes dias com o Canoas, é o mercado”.
O nome a vaga
Apesar do reconhecido avanço das negociações e da expectativa de o anúncio ser oficializado em curto espaço de tempo, a sensação é que algumas questões só não foram definidas devido às questões financeiras.
“A vaga na Superliga é nossa. O nome, por exemplo, vai depender do que está sendo buscado de apoio. Uma situação: se a base maior dos patrocinadores for de empresas locais, podemos manter o nosso CNPJ e tudo o mais. Supondo que o Flamengo vá conseguir um número mais expressivo de apoiadores e eventualmente precise de utilizar a Lei de Incentivo Estadual na concretização desse apoio, aí não poderíamos impedir alguma mudança. Mas que fique bem claro: essas são questões meramente burocráticas, que a UFJF e o Flamengo podem resolver entre si. E de qualquer forma a UFJF segue filiada à Federação Mineira de Voleibol. A Confederação Brasileira de Voleibol já autorizou a parceria e não irá se opor”, define o dirigente.
Mando de quadra
A questão do mando de quadra também não foi definida, segundo Maurício. A informação que todas as partidas da nova equipe serão diante da torcida rubro-negra, também ventilada neste período de negociações por alguns veículos do Rio de Janeiro, não procede, segundo Maurício.
Texto: Ivan Elias – Toque de Bola
Foto: Arquivo Toque de Bola
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