Nome do jogo, Glaysson elege defesa mais difícil, pede organização e conversa

O apito do árbitro soou no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio na noite de quarta-feira, 11, no empate sem gols com o Boa, equipe que também vive momento ruim na competição, e era possível contar em uma só mão o número de poupados das críticas do torcedor carijó. Ademilson, Fabrício Soares e o nome da partida, Glaysson, foram aplaudidos. O goleiro que realizou ao menos três defesas espetaculares, evitando resultado ainda pior para o Tupi, ficou dividido entre a alegria de grande atuação individual com o descontentamento diante de campanha irregular e rendimento abaixo do esperado de seus companheiros.

“Graças a Deus pude ajudar a equipe, mas não era o resultado que queríamos. No final saímos um pouco desorganizados e facilitamos os contra-ataques da equipe do Boa, que é rápida, e fui feliz nos lances conseguindo ter frieza e fazendo bem a leitura dos lances, evitando o gol deles. Uma derrota em casa complicaria bastante a nossa situação de estar tentando sair de perto do rebaixamento”, avaliou Glaysson, com os pés no chão.

Glaysson salvou o Tupi da derrota em pelo menos três oportunidades
Glaysson salvou o Tupi da derrota em pelo menos três oportunidades

Desorganização e contra-ataques

Apesar de jogar em casa, as chances mais claras de gol do jogo não foram protagonizadas pelo ataque alvinegro. Na etapa final, além de defesa em um chute à queima-roupa, o dono da meta carijó teve que realizar duas saídas do gol em contra-ataques. Na primeira, o jogador do Boa passou por Thiaguinho e tentou driblar Glaysson, que conseguiu tocar na bola e fazer o desarme. No fim do jogo, novamente o atacante do Boa saiu livre contra o arqueiro do Tupi, que teve que sair da área para abafar finalização de trás da meia-lua.

Glaysson atribuiu os espaços deixados pelo setor defensivo do Tupi ao contexto do confronto e falta de organização ao criar jogadas: “Cada jogo é diferente. Hoje ficamos mais expostos porque precisamos do resultado e acabamos atacando desordenadamente. Precisamos conversar mais, um avisar ao outro dentro de campo sobre posicionamentos. Em dois lances fizemos a falta, eles bateram rápido a cobrança e surpreenderam a gente. Então é falta de conversa mesmo e prestar mais atenção”, opinou.

Defesa mais difícil

Para o paredão carijó, sua última intervenção foi a mais complicada: “Todas foram difíceis, mas acho que a última foi a mais. Cara a cara comigo, de frente, fora da área, então o ângulo dele era maior ainda, podia tirar bem a bola, mas fui feliz de fechar bem em cima e conseguir fazer a defesa sem colocar a mão nela, já que estava fora da área. Posso colocar aquela outra na área que o atacante deu um corte para dentro e finalizou forte, mas consegui me posicionar bem, não cai antes e fiz a defesa”, votou.

Vaias das arquibancadas

Aplaudido contra o Boa, Glaysson lembrou que foi criticado na última partida do Tupi em Juiz de Fora, quando perdeu para o Cruzeiro por 3 a 0, vendo as cobranças como naturais: “Faz parte do futebol. Sempre que a equipe não fizer um bom jogo, sairá vaiada. No último jogo em casa aqui sai xingado, escutei um monte ali fora, me chamaram de gordo, pediram pro Rodrigo voltar, e agora foi diferente. Pude fazer um bom jogo, evitei alguns gols e fui aplaudido. Futebol é isso”.

O Tupi volta a campo neste domingo, 15, novamente no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, quando encara o Villa Nova pela oitava rodada do Mineiro, às 16h, com transmissão da rádio web do Toque de Bola a partir das 15h.

 

Texto: Bruno Kaehler

Foto: Toque de Bola

Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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