PBF tem orgulho dos 25 anos e aposta, confiante, em busca de talentos nas escolas

Um almoço comemorativo, no dia 7 de dezembro, no Olímpico, reencontro de professores e ex-alunos, muita história para contar e ser contada. O Projeto Basquetebol do Futuro (PBF) completa 25 anos das primeiras ideias, que deixaram efetivamente os papeis rumo às quadras 20 anos atrás.

Para isso, o foco do trabalho educacional, realizado com o basquete como meio, vem sendo destinado a núcleos criados em escolas municipais e estaduais, como conta um dos idealizadores do PBF, o professor Sergio Rodrigues. “Os núcleos são na maioria em escolas municipais e estaduais. Há um convênio com a Universidade (Federal de Juiz de Fora) e um com a Prefeitura, no projeto Geração Campeã, que inclusive foi nossa base no time sub-13, de crianças da Escola Antônio Carlos. Esses projetos sociais, agregados às escolas, para nós são muito importantes porque hoje não existe mais atleta de clube, mas sim os que saem das escolas e são levados para os clubes. Hoje existem ainda projetos na cidade, inclusive por pessoas que passaram no PBF, ou seja, não há mais a centralização do basquete aqui, o que ajuda muito, mas são esses núcleos que vão dar uma formação legal para a gente”, discorreu Rodrigues.

Daniel, José Ricardo, Sérgio e Frederico: Projeto Basquetebol do Futuro completa 25 anos e mantém brilho nos olhos na busca e formação de novos talentos na modalidade
Daniel, José Ricardo, Sérgio e Frederico: Projeto Basquetebol do Futuro completa 25 anos e mantém brilho nos olhos na busca e formação de novos talentos na modalidade

O almoço comemorativo reuniu ex-atletas e professores do PBF, que atualmente possui equipes tanto no masculino, quanto no feminino nas categorias sub-13 e sub-15, além de um time de meninas sub-17. Além de Sergio Rodrigues, também estiveram presentes outro fundador, José Ricardo Brandão, e os professores Daniel Defilippo e Frederico Lopes.

Segundo Defilippo, a tendência é que as equipes do PBF disputem cada vez mais competições. “Em 2014 disputamos o Mineiro, voltamos a competir oficialmente na modalidade, e demos continuidade na Copa Serrana, com seis equipes da região. A projeção para o ano que vem é maior. Fomos convidados para o Rio/Minas, manteremos a competição no Estadual, até porque a Federação Mineira está subsidiando algumas categorias, o que facilita um pouco na questão financeira e a expectativa para 2015 é a de contar com mais torneios e atletas, já que voltamos a nos estruturar, estamos aumentando os recursos humanos para os trabalhos e esse almoço foi uma forma de aproximar os ex-atletas do PBF e a expectativa para 2015 é a de voltar a ser forte como no início de 1995/96, competindo de forma mais organizada”

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Troféus e medalhas de conquistas do PBF foram expostos no almoço

   História dos “20/25 anos”

Sergio Rodrigues lembrou um pouco dos primeiros passos do PBF, enfatizando a permanência do objetivo principal do projeto: “São 25 anos, cinco informais e 20 formais, ou seja, tivemos preparativos para que a equipe fosse formalizada e que houvesse a participação dos pais. Ficamos praticamente quatro anos na clandestinidade, recrutando e colocando em prática uma ideia para ver se ela ia dar certo. Com a participação de alguns pais, o PBF foi oficializado em 1994. Os ex-alunos presentes aqui participaram de uma inclusão em atividade esportiva, de cunho social, em que abraçamos os meninos que gostam dessa modalidade, não esquecendo de formar um atleta como homem, o que foi sempre nossa linha e sempre vai ser. Agora queremos continuar essa iniciativa de fazer basquete de uma forma simples, natural, mas com objetivos”.

   Crescimento do basquete nacional

Ao ser questionado sobre o atual momento do basquete no País, o professor do PBF, Frederico Lopes, criticou o espaço ainda pequeno de divulgação, mas elogiou o trabalho na seleção brasileira e a evolução da modalidade em Juiz de Fora. “Acho que o basquete é pouco difundido na televisão e existem outros esportes mais à frente. Mas é um esporte que apaixona de uma forma diferente. Acho que a modalidade vem crescendo no Brasil, assim como a seleção brasileira e aqui em Juiz de Fora também evoluiu muito, na minha época só existia o PBF e hoje não é assim. Temos projetos em núcleos fora daqui em bairros e periferias que vão, com certeza, atrair crianças para o basquete do PBF”.

Veja algumas fotos do almoço realizado pelo PBF: 

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Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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