Vinte e oito anos, carioca com dupla nacionalidade inglesa, ex-Tv Ingersoll Buhl, da Alemanha, início no antigo Banespa, de São Paulo, e com disputa dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. O currículo do novo ponteiro da UFJF, Mark Plotyczer, no mínimo, chama a atenção. “Nasci no Rio, só que meu pai é inglês, então com 19 anos eu sai, estava jogando em São Paulo na época, me convidaram para o projeto olímpico e fiquei lá durante cinco anos no projeto da Grã-Bretanha”, conta Mark, que, ao relembrar a época na Europa, afirmou ver semelhança no início de preparação nos projetos da Grã-Bretanha e juiz-forano:
“Foi uma oportunidade única que tive, o melhor momento que já vivi, aprendi muitas coisas dentro e fora de quadra. Você cresce muito como pessoa também, porque foi um trabalho de cinco anos lá e começamos do zero, montamos um time do zero, chegando nas Olimpíadas com uma equipe competitiva. Aqui a maior parte do grupo foi renovada também, então estamos começando um trabalho meio que do zero e é uma equipe com muito potencial”.

Nada de legado
Ao contrário do que muitos pensam, o projeto europeu terminou logo após as Olimpíadas: “O vôlei lá era um esporte muito amador, ao contrário do daqui. Quando eles souberam que iriam sediar os Jogos Olímpicos, começaram seis anos antes, do zero, a recrutar jogadores, porque não existiam no Reino Unido. Alguns não sabiam jogar e em seis anos atingiram um nível muito bom de competição. É claro que em um ciclo olímpico há uma motivação extra como atleta, porque é um sonho, uma experiência única. Então é algo muito motivador, os esportes que estão começando aqui no Brasil, ao contrário do Reino Unido, devem ter uma continuidade, porque lá a promessa do legado não foi cumprida. Muita gente envolvida acabou sem emprego, sem estrutura alguma e foram seis anos dedicados a isso meio que em vão”, ressaltou Mark.

“Adaptação prazerosa”
O novo ponteiro da Federal deu seus primeiros passos no vôlei de praia. Com a ida para a Europa, o atleta passa por natural período de adequação aos moldes do vôlei brasileiro, que está, segundo Mark, à frente do europeu.
“A principal diferença do voleibol da Europa para o daqui é na qualidade do treinamento. O Brasil está um passo na frente e na verdade sinto muito falta disso, então essa parte da adaptação vai ser até prazerosa, é algo que estava faltando e estou esperando bastante por essa adaptação. E também a Superliga e o Campeonato Mineiro estão entre os principais campeonatos do mundo até”, opinou, finalizando.
Segundo mais experiente do grupo ao lado do central Diego, Mark terá ainda papel de uma das referências do jovem elenco da Federal.
Texto: Bruno Kaehler – Toque de Bola
Fotos: Toque de Bola
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