A UFJF entrou em quadra na manhã desta terça-feira, 30, e sofreu a primeira derrota na temporada. A equipe do treinador Chiquita não mostrou vibração e foi derrotada por 3 sets a 1 por São José dos Campos. Na segunda, 29, o time de Juiz de Fora havia vencido o mesmo São José, também por 3 sets a 1, mas com muitos erros e dificuldades na virada de bola, não repetiu a boa atuação.
A Federal deve voltar a jogar contra São José dos Campos na semana que vem, mas fora de casa. Pelo que adiantou o treinador, os jogos possivelmente acontecerão nos dias 7 e 8 de agosto.
Outros dois amistosos adiantados por Chiquita, mas ainda não confirmados pela diretoria, são contra a seleção australiana, nos dias 15 e 16 de agosto, em Juiz de Fora.
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Faltou definir
Após a vitória no primeiro jogo, Chiquita começou com uma equipe diferente em quadra, como já havia adiantado. O treinador formou a equipe com o levantador Rívoli, os ponteiros Reffatti e Hugo, os centrais Lucão e Victor Hugo, o oposto De Paula e o líbero Thales. O primeiro set começou com os dois times variando saques e rodando bolas com facilidade, sem serem incomodados pelos bloqueios.

Rívoli mostrou bom entrosamento com Reffatti e usou o ponteiro na maioria das jogadas de ataque, que correspondeu e foi o principal jogador da equipe no início da partida. A bola com o oposto De Paula, assim como no jogo passado, continuou fora de tempo, sendo bem marcada pela equipe paulista.
O set seguiu disputado até os momentos decisivos. A UFJF abriu 19 x 17, ficando a dois pontos de fechar a partida (na nova regra da Federação Internacional de Voleibol, os sets têm duração de 21 pontos), mas perdeu a concentração na recepção e deixou São José dos Campos empatar, virar e fechar o set em erro de De Paula: 21 x 19.
Time novo, mesmos erros
Continuando os testes, Chiquita fez mudanças na equipe e colocou em quadra o levantador Gelinski, os ponteiros Deivisson e Japa, os centrais Jardel e Victor Hugo, o oposto Daniel Maciel e o líbero Tatinho. E o início foi animador, com uma Federal vibrante nos primeiros pontos, abrindo três de diferença, com as bolas de meio, com Victor Hugo, e pela ponta, com Japa.
São José ajustou a recepção e entrou no set, dificultandofacilitando a vida da equipe de Juiz de Fora. O panorama foi muito parecido com o do primeiro set, com as equipes disputando ponto-a-ponto e trocando a liderança. Porém, novamente no momento decisivo, os paulistas foram mais frios, apesar da luta da equipe local, com defesas sensacionais nos pontos finais, e fechou em 21 x 19, em saque forçado de Gelinski, direto para fora.
Respira, mas entrega
Com a mesma equipe do segundo set, exceto pela troca de líberos, com Thales de volta a quadra, a UFJF parecia que iria acordar na partida. E de fato cumpriu no terceiro set. O time entrou no jogo mais focado e encaixou jogadas rápidas de meio e pelas pontas, com Japa e Deivisson.
Sem sofrer ameaças durante todo o set, o time de Juiz de Fora fechou em 21 x 17, testando inversões, com Xuxa e De Paula em quadra.
Porém no quarto set, de maneira apática, a equipe foi presa fácil para um São José com mais vontade de devolver a derrota da noite anterior. Com muitos erros de fundamentos básicos e sem conseguir encaixar a recepção, a UFJF assistiu os paulistas fecharem o set em 21 x 13 e a partida, em 3 sets a 1.
Olho nele
Ainda fora da forma física ideal, o ponteiro Reffatti, liberado para jogar um set, novamente foi bem no jogo, com jogo agressivo, virando bolas importantes e mantendo índice alto no ataque. O jogador, que já tinha agradado ao treinador Chiquita e o torcedor na partida de segunda-feira, foi uma das principais referências no primeiro set na derrota da equipe e destacou a diferença dos dois jogos contra São José dos Campos.
“O diferencial foi a confiança. Eles jogaram com muito mais confiança que nós, administraram a vantagem e levaram a melhor na partida. Entraram mais ligados que nós e fecharam o jogo”, disse o ponteiro.
Reffatti sofre com uma condropatia, um desgaste na cartilagem, que ainda o incomoda. Com o período de treinamentos constante e o início da série de amistosos, o atleta acredita que estará 100% fisicamente em pouco tempo.
“É uma lesão que incomoda, acaba limitando os movimentos. Mas acredito que na semana que vem, se tudo correr bem, já estar preparado para atuar um jogo inteiro, sem sentir dores”, afirmou.
“Tem que brigar sempre”
Ao final da partida, Chiquita conversou com o Toque de Bola e disse que a falta de atenção foi o principal fator para a derrota da equipe na partida.
“Ficou claro, o time não teve nenhuma motivação, muita falta de atenção e sofreu com isso. No primeiro set, por exemplo, dos 21 pontos que eles marcaram, nós demos dez. Não fomos tão regulares no fundamentos, como no último jogo, por isso erramos muitos passes, não chegamos no bloqueio. Ficamos bem abaixo do ideal hoje. Essa equipe tem que ter uma identidade de estar sempre brigando no jogo, independente da situação que se encontra na partida, ou mesmo no set”, analisou o treinador.
Mesmo com a derrota, Chiquita avaliou o amistoso como positivo para um início de caminhada, principalmente para fazer as observações inciais sobre os novos jogadores.
“Foram dois jogos que serviram e muito para nós. Vimos que o Gelinski voltou em um bom ritmo, o Rívoli ainda está se adaptando. O Hugo novamente foi mal, acanhado, talvez por estar começando agora. Mas está abaixo do jogo do Japa, por exemplo. O Thales ainda não está totalmente adaptado, mas já mostrou boa leitura de jogo, uma mobilidade até maior que a do líbero Fábio Paes, que estava aqui na temporada passada. Eu tenho que começar a conhecê-los melhor, com eles sabendo que todas as vagas estão em aberto”, explicou.
Texto: Igor Rodrigues
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