Antes das partidas mais importantes do ano para o Carijó pela Série C, a “Operação Acesso” tem novo capítulo no domingo, 27, às 16h, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Vice-líder e visando terminar a primeira fase do campeonato entre os dois melhores do grupo B, o já classificado para o mata-mata, Tupi, recebe o Brasil de Pelotas, quarto colocado e só pensando na vitória para seguir na competição nacional. A história ganha contornos ainda mais dramáticos já que o Alvinegro juiz-forano fechou o último coletivo antes da partida para a imprensa, escondendo a escalação, e o Toque de Bola recebeu a confirmação, de bastidores, sobre contatos com o Galo, apenas embrionários, de interessados na eliminação do Xavante.
Com apoio de Plasc, Hiperroll Embalagens e Prefeitura de Juiz de Fora, a web rádio do Toque de Bola transmite Tupi x Brasil neste domingo, a partir de 15h30.
Acesse aqui para ouvir a transmissão
Mala branca?
Segundo informações de bastidores apuradas pelo Toque de Bola, pessoas ligadas à direção de clubes interessados diretamente na derrota do Brasil para o Tupi entraram em contato com membros da direção carijó, pautado em possíveis incentivos para o triunfo alvinegro no domingo – a popular “mala branca”. A continuidade das conversas, no entanto, não ocorreu.
“As pessoas fazem qualquer coisa para subir”
Curiosamente, o técnico do Galo, Leston Junior, ao quantificar a influência da situação disciplinar e física de seus atletas no processo de escolha da equipe que encara o Xavante, enfatizou o clima e valor da partida de domingo e do mata-mata lamentando atitudes no futebol pelo sucesso:
“Você não vai ganhar acesso só porque é um bom time, mas com uma somatória de fatores. Tudo faz diferença. Nós não, porque nosso investimento é baixo em relação aos demais, mas os outros clubes têm investimento alto e agora as pessoas fazem qualquer coisa para subir. E no futebol, infelizmente, nem tudo que fazem para subir é legal. Então você tem que ter cuidado com tudo. A questão do cartão pode ter influência, mas às vezes também é preparar um jogador que pode ter que jogar no primeiro jogo do mata-mata. E talvez você nem tenha tempo depois para preparar o cara. Então é um momento que vivenciei no Madureira ano passado também e vamos ficando calejados. Vou dar um exemplo solto: ano passado um dos jogadores mais combatíveis do Madureira foi para o primeiro jogo da decisão com dois amarelos e fez uma partida abaixo da normal porque ficou na cabeça de que não podia ficar de fora do último jogo. Então hoje já sei como conduzir melhor isso e é o que procuramos fazer com a comissão e diretoria do clube, dividindo responsabilidades, o que aumenta as possibilidades do acesso”, afirmou Leston.

Provável equipe
“Não tem jeito de mudar radical porque você trabalhou seis meses uma ideia de jogo e não tem como você em um duelo isolado falar que vai mudar. A ideia é a mesma, de um time aplicado, que consiga controlar o confronto no momento defensivo, de ocupar o espaço, entendendo que vamos enfrentar um time que precisa ganhar o jogo e vai se lançar em diversos momentos, te dando a possibilidade da transição que é uma característica forte nossa ao longo do campeonato, e também uma equipe que saiba controlar o jogo com a bola”, projetou Leston.
Pelas declarações de Leston e titulares quando a imprensa teve acesso ao treinamento desta sexta, 25, no Estádio Municipal, o Carijó pode ir a campo com Glaysson, Roger Luiz, Sidimar, Lula e Carlos Renato; Rafael Jataí, Vinícius Kiss (Felipe Alves), Marco Goiano (Vinicius Kiss) e Gabriel Davis (Ramon); Felipe Augusto (Ramon) e Geraldo.
A lista de pendurados segue extensa: Glaysson, Osmar, Sidimar, Bruno Ré, Filipe Alves, Kaio Wilker e Bruno Aquino.

Brasil “agressivo”
“Eles não têm outro resultado que interesse a eles que não seja a vitória pelo simples fato de que o Guarani vai ganhar o jogo do Caxias. A tendência natural é essa, então o Brasil está na obrigação de ganhar o jogo. Espero uma postura agressiva e tenho que ser inteligente para tirar proveito disso, ou seja, fazer com que meu time tenha uma marcação muito forte e saia em velocidade, o que foi uma característica da nossa equipe em nossas vitórias e melhores jogos e é exatamente o que pensamos sobre o jogo de domingo”, projetou Leston em relação ao comportamento xavante no confronto.
Portões fechados
“Não tenho o hábito disso, é a primeira vez que faço em 18 rodadas. E pode ser que antes do acesso aconteça. Mas é o momento em que qualquer detalhe faz diferença. Por exemplo, o Brasil vai enfrentar o Tupi em um jogo decisivo para a vida dele e não tem rumo de como vai ser o Tupi no domingo. Não que isso vá ganhar o jogo, mas é mais um elemento que gera dúvida do lado de lá. Já ele tem a equipe escalada e estou estudando o time a semana toda com a comissão técnica. É a primeira vez que escondo escalação, não tenho vergonha de mudar de ideia, porque não tenho vergonha de pensar”, explicou o comandante alvinegro.

Classificação
Rodada
Texto: Bruno Kaehler – Toque de Bola
Fotos: Toque de Bola
O Toque de Bola é administrado pela www.mistoquentecomunicacao.com.br


