O Tupi, por meio de seu diretor-executivo de Futebol, Alberto Simão, pede que o procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, se afaste do julgamento do caso relativo à invasão de campo pelo massagista da Aparecidense no jogo de volta das oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série D, em 7 de setembro, quando ele evitou, aos 44 minutos do segundo tempo,o gol que daria a classificação clube juiz-forano.
Schmitt protocolou na quinta-feira, 19, recurso sobre a decisão da Primeira Comissão Disciplinar do STJD, que excluiu, por 3 votos a 1, a equipe goiana da competição. Simão argumenta que o procurador tem laços do amizade com a família do advogado da Aparecidense, João Vicente de Moraes, e, por questões éticas, pede o seu impedimento.
“Respeitamos o trabalho do doutor Paulo [Schmitt], mas, com os fortes laços de amizade dele com os envolvidos, seria mais prudente para a imagem do Tribunal o seu impedimento. Descobrimos que o doutor Paulo Schmitt, procurador do STJD, e João Bosco Luz, presidente do Goiás e pai do advogado da Aparecidense, João Vicente de Moraes, têm uma relação direta advinda do Tribunal. A Aparecidense é uma filial do Goiás, que empresta jogadores e banca os salários de vários atletas. A relação deles vai além. Ambos trabalham para a Confederação Brasileira de Basquete[CBB]. Schmitt como advogado e Luz como auditor”, afirma Simão, não temendo represália em razão do posicionamento adotado pelo clube mineiro.
Segundo informações da Tribuna de Minas, o novo julgamento do caso, agora no tribunal Pleno, deve ser confirmado para a quinta-feira, 26.
Texto e informações enviadas ao Toque de Bola pela assessoria do Tupi
Tupi pede “afastamento” de procurador do julgamento da Aparecidense: O Tupi, por meio de seu diretor-executivo… http://t.co/RyM8u6z0UY