UFJF começa bem, oscila, mas vence a primeira na temporada

Nesta segunda, 29, a equipe de vôlei da UFJF fez o primeiro amistoso da temporada 2013/2014 e saiu com a vitória diante de São José dos Campos, por 3 sets a 1 (parciais: 21 x 9 / 17 x 21 / 21 x 18 / 24 x 22), na Arena UFJF.

A partida foi disputada nos novos moldes da Federação Internacional de Voleibol, com o set terminando em 21 pontos. Os presentes no ginásio puderam conferir a estreia de Chiquita no comando da equipe local.

Nessa terça-feira, 30, as duas equipes voltam a se encontrar no mesmo ginásio, às 11h, em novo jogo amistoso.

Início irretocável 

A UFJF entrou em quadra contando com o apoio de pouco mais de 120 torcedores. A renovada equipe começou a partida mostrando muita vontade e bom aproveitamento nas viradas de bola.

Chiquita escalou a equipe com o levantador Gelinski, os ponteiros Japa e Reffatti, os centrais Jardel e Lucão, o oposto De Paula e o líbero Thales. O primeiro set começou com a UFJF sendo superior desde o início, com um grande trabalho do bloqueio e muita atenção na recepção. Após bela passagem de Reffatti pelo saque, a equipe abriu 14 x 6 no marcador.

Titulares escalados por Chiquita corresponderam e fechar primeiro set com tranquilidade: 21 x 9.
Titulares escalados por Chiquita corresponderam e fechar primeiro set com tranquilidade: 21 x 9.

Um lance preocupou a comissão e os torcedores. O central Jardel subiu no bloqueio em uma jogada e acabou caindo na quadra, com dores no tornozelo. Após atendimento, o jogador, que retornou para a UFJF esta temporada, voltou ao jogo sem sentir nenhum incômodo.

No momento decisivo do set, Gelinski usou bem a distribuição de bola, com Reffatti e Jardel e a UFJF aproveitou erro de saque de São José dos Campos para fechar: 21 x 9.

Mudanças e oscilação

O equilíbrio prevaleceu durante todo o segundo set. Diferente da primeira parcial, a equipe paulista voltou com mais força ofensiva e aproveitou os erros dos juiz-foranos para somar pontos importantes.

Liberado pelo departamento médico para jogar apenas um set e meio, o ponteiro Reffatti foi sacado por Chiquita, que testou outras opções, como o remanescente Hugo, que entrou acanhado na partida, e o reforço Daniel Maciel, que mostrou potência no ataque e foi o desafogo para Gelinksi.

Mais equilibrada na parte final do set, a equipe de São José virou bolas com os centrais e o ponteiro Hifter, ex-jogador da UFJF, e fechou em 21 x 17.

Vitória no detalhe

Preocupado em dar ritmo aos jogadores, Chiquita testou nova formação no terceiro set, entrando com o levantador Rívoli, Hugo e Daivisson nas pontas, os centrais Victor Hugo e Jardel, o oposto Daniel Maciel e o líbero Thales.

Rívoli agradou a torcida e aproveitou as jogadas com o oposto Daniel, que teve bom índice de acertos na partida, e pelo meio, com Victor Hugo e Jardel.

O set ficou equilibrado até o décimo sexto ponto, quando o marcador estava empatado. Porém, com um erro de São José e uma bola de meio com Japa, a UFJF abriu pontos importantes e fechou novamente em erro de saque paulista: 21 x 18.

No detalhe: levantador Rívoli começou terceiro e quarto sets.
No detalhe: levantador Rívoli começou terceiro e quarto sets.

Com Japa no lugar de Hugo, a UFJF fez quarto set parecido com o terceiro, oscilando na recepção e com erros de saque. As principais jogadas continuaram pelo meio e também com Japa, que deu mais qualidade na virada de bola. No set mais equilibrado da partida, quem teve mais tranquilidade no momento de decisão levou a melhor. E foi a equipe da casa, que após ataque de Daivisson, explorando o bloqueio, fechou o set em 24 x 22, e a partida em 3 sets a 1.

Valeu o teste

No primeiro jogo como treinador da UFJF, Chiquita saiu de quadra satisfeito com a vitória e já analisando os erros e acertos da equipe na partida. Para o treinador, o jogo foi muito importante, principalmente no que diz respeito ao ritmo de jogo. Outro destaque foi o primeiro contato com os torcedores, que ainda estavam acostumados, segundo Chiquita, aos atletas da temporada passada.

 “A tendência é a gente evoluir cada vez mais e crescer até o início da Superliga. É um jogo que a análise final vale muito mais que o próprio resultado. Tivemos bons momentos, oscilamos, mas é bom para o público já ir conhecendo os jogadores e eles se soltarem um pouco mais dentro de quadra”, disse Chiquita.

Bara e Chiquita: parceria que pretende dar bons resultados para o projeto da UFJF.
Bara e Chiquita: parceria que pretende dar bons resultados para o projeto da UFJF.

Comemorando a vitória no primeiro teste, o técnico comentou sobre o grande número de mexidas no time. Para ele, esse é o momento certo para testar formações e situações de jogo. Chiquita revelou ainda não ter um time titular na cabeça, mas sim um esquema de rotação para dar sequência a todos os jogadores.

“A vitória sempre é legal para um início de trabalho. Estamos com um mês de trabalho, com jogadores que estavam há cinco meses sem atuar. Foi uma partida que mexi muito no time, exatamente para dar volume ao grupo. Fizemos um primeiro set muito bom, com a parte de saque, bloqueio e ataque bem encaixados, em um nível muito alto. Trocamos algumas peças e a coisa quebrou um pouco, pelo próprio fato do ritmo de jogo”, explicou.

Ainda em fase inicial, a mudança de 25 para 21 pontos por set pegou o próprio treinador de surpresa, que disse ainda ter que se acostumar para a ideia de um jogo mais curto entrar na cabeça.

“O jogo ficou mais rápido, para a TV excelente. Mas temos que nos adaptar com essa nova pontuação. Eu estou tão com o 25 na cabeça, que fui fazer uma inversão no primeiro set e já tinha acabado (risos). Temos que raciocinar mais rápido, o início do set agora define um jogo”, destacou o sorridente Chiquita.

De volta pra casa

O central Jardel, que teve boa atuação no amistoso, fez questão de mostrar a felicidade por novamente defender a camisa da UFJF na temporada 2013/2014. Para o jogador, o amistoso foi benéfico e os erros serão ajustados com o tempo.

“Primeiro, gostaria de dizer que estou muito feliz de voltar a representar Juiz de Fora e a Universidade Federal. Sobre o jogo, acredito que tenha sido uma boa apresentação, devido ao pouco tempo juntos. Nessas quatro semanas de trabalhos demos ênfase à parte física e também tática. Vitória é sempre bom, temos algumas coisas pra ajustar, mas isso é normal. Vamos usar esses amistosos que a diretoria está marcando para acertar esses detalhes”, ressaltou o central.

Um assunto que sempre aparece em início de temporada é o entrosamento dos atacantes com os levantadores. Para Jardel, ainda está longe do ideal, mas tem grandes chances de sucesso em pouco tempo.

“Nosso entrosamento vai aumentando de forma natural. Já tinha jogado com o Gelinski na temporada que representei a federal. Com o Rivoli tive um pouco de desentrosamento no jogo, o que é normal, mas nós vamos acertar esse tempo de jogada e representar muito bem a cidade de Juiz de Fora na Superliga nacional”, finalizou

Texto: Igor Rodrigues

Confira a galeria de fotos exclusiva de Renato Gomes:

Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Participou de centenas de transmissões esportivas ao vivo (futebol, vôlei, etc). Apresentou diversos programas de esporte e de humor, incluindo a criação de personagens. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). Criou, em 2010, ao lado de Mônica Valentim, o então blog Toque de Bola que hoje é Portal, aplicativo, Spotify, Canal no Youtube e está no Twitter, Instagram e Facebook, formando a maior vitrine de exposição do esporte local É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

Este post tem 3 comentários

Deixe um comentário